segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Estreitar laços



Quem tem twitter com certeza já ouviu falar de @HugoGloss. Ele começou como um mero cover de Christian Pior, personagem do pânico que, fazendo sátira ao estilista francês, Christian Dior, tece comentários ao estilo e comportamento das celebridades. Hoje o tal Hugo Gloss assume personagem próprio como sátira ao alfaiate alemão Hugo Boss e segue a mesma linha de humor ácido de Christian Pior.

Sigo o Hugo Gloss não tanto pelos “baphos” que ele traz do mundo dos famosos, mas pelos seus “BOM DIAS” de cada manhã! Só a título de exemplo, sobre as novas modinhas ele twittou “BOM DIA você que vê o Fiuk e o Restart coloridos e quer andar igual na rua. Evite a grama, ou poderá ser confundido com 1 teletubbie. Cuidado”, sobre a Lady Gaga: “BOM DIA Lady GaGa! Sua gagueira está cada dia + evidente. Depois de po po poker face, ma ma ma romamama agora ale alejandro. Médico já!”, na estreia de Alice no país das maravilhas de Tim Burton “BOM DIA você que viu ALICE e achou péssimo, mas finge que amou porque é cult! Não tenha vergonha de preferir o da Disney! Tim Burton é p/ poucos e loucos” e no dia seguinte às eleições: “BOM DIA você que votou no Tiririca! Se mate ao som de Florentina. O Brasil não precisa de você, beijos.”

No BOM DIA de hoje ele soltou: “BOM DIA você que depois do twitter não liga + p/ ninguém, nem manda SMS, só trabalha c/ DM! Olha a pobreza, fifi! Vai economizar os 140 caracteres também?”

E pensando bem, a gente acha que essa era digital é capaz de nos aproximar das pessoas, mas acaba nos afastando! Por um lado, é fantástico quando achamos aquele amigo de infância que não vemos há muito tempo no Orkut. Por outro, é péssimo vê-lo só por lá! O pessoal do colégio não tem mais festas pra reunir e relembrar! A facilidade de ter as pessoas ao alcance ali mesmo, no MSN, acaba nos distanciando ainda mais!

Estreitar laços! É isso que eu coloquei como meta para minhas próximas semanas.

Porque ter relações superficiais com as pessoas é muito cômodo pra gente! Não ter que se envolver, ajudar, aconselhar... Mas elas não nos acrescentam muita coisa. O que importa é ter comunhão e andar junto! Isso sim é o que Deus quer de nós, e é o que a gente não consegue cumprir de dentro da bolha que fazemos da nossa vida. Do que adianta você ter 300 conhecidos e não saber nada da vida deles? Não que a gente tenha que ser confidente de todo mundo, porque com certeza rola todo o lance de afinidades e tudo o mais, mas dividir nossas alegrias e tristezas, isso sim, com toda a certeza, vem d’Ele.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

E se o príncipe encantado não encantar?



Dia desses minha mãe e minha vó estavam conversando.

Minha mãe:
- Por que a sra. nunca trabalhou fora?
E minha vó:
- Na minha época não tinha disso. Mulher era criada pra casar.

E reparando bem, mulher não era criada pra casar naquela época. Mulher É criada pra casar NESSA ÉPOCA! Logo quando nascemos nossos pais já ouvem: É mulher! Vai ter que pagar pela festa de casamento! A menina mal nasceu e já estão falando da sua festa de casamento!

Quando entramos pra faculdade há toda aquela expectativa que lá vamos encontrar um marido. A probabilidade é maior, as pessoas lá tem gostos parecidos, tomaram decisões semelhantes... E se saímos de lá sem ele é aquela decepção! Tá ficando pra tia! E homem? Não fica pra tio?

Pra não falar das nossas historinhas infantis: Cinderela, Branca de Neve, A bela adormecida, A bela e a fera, todas felizes para sempre com seus respectivos príncipes encantados! Na vida real é o caso das pessoas que encontraram um cara bacana quando novinhas e passam praticamente a vida inteira com ele. Acontece, mas não é comum.

Mas e as meras mulheres comuns? O que acontece se o príncipe encantado não encantar? Viramos a bruxa? Frustrada, feia e com uma verruga no nariz?

O “Era uma vez...” tinha que começar de outro jeito. A princesa sabe que assim como ela, existem muitas outras princesas, em muitos outros castelos, com quem vale a pena conversar, rir, falar bobeiras e comer brigadeiro de colher numa tarde vazia! Que existem vários reinos mágicos, e que elas podem trabalhar muito e sair por aí para conhecer cada um deles! Que alguns príncipes gostam de outros príncipes, mas que parecem verdadeiros bobos da corte e sabem como mimar princesas! Uma tarde com eles as deixará renovadas! Que a rainha também é amiga, e está ai pro que der e vier!

As mulheres têm que entender que é preciso gostar demais de si mesma, se amar demais, se dar valor e ter consciência de que são muito felizes, independentemente de qualquer outra pessoa. Que uma boa companhia não faz a vida ser completa. Só a deixa mais agradável. Depois disso tudo é que se torna possível encontrar o verdadeiro encanto da vida!

E se o príncipe encantado não encantar? Tiramos ele da história!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Educação pública


Meu chefe me pediu ajuda pois estava sem saber como conseguir uns currículos de estudantes de engenharia pra fazer estágio na empresa. Cadastrei a vaga em algumas faculdades de Belo Horizonte, e antes de encaminhar pra ele os currículos que chegam, dou uma passada de olho, como se fizesse uma pré-seleção. Não sei como acontece ai pelo resto do Brasil, ou do estado, mas vou contar o que reparei que acontece por aqui.

Os currículos que chegam de estudantes de faculdades particulares são, na maioria das vezes, de pessoas comuns, como eu mesmo. Fez um curso de inglês, pois é importante falar mais uma língua, alguns estágios pra adquirir mais experiência antes de procurar um emprego definitivo, participou de palestras, seja pra cumprir quadro de horários, seja pelo aprendizado mesmo, alguns cursos complementares, como informática e tal.

Já os estudantes da UFMG têm um currículo invejável. Duas línguas não são o suficiente. Falam alemão e francês fluentemente. Já fizeram intercâmbio, quando não intercâmbios. Estágios que muitos considerariam um emprego pra vida toda. Palestras? Não, congressos! Nem colocam que já fizeram curso de informática. É presumível. Óbvio lulante.

A faculdade pública não está disponível para as pessoas que não têm dinheiro para pagar por sua educação. Quem se encontra nessa situação e quer dar continuidade a seus estudos tem que suar pra pagar por uma faculdade particular. Ou então ingressar na faculdade particular e tentar os programas sociais como PROUNI e FIES. Se não conseguir, dá um jeitinho e vai pagando! Faz um sacrifício aqui, deixa de comprar uma coisa ali... Brasileiro sempre dá! Ou então se prepara pra frequentar alguns anos de cursinho, até que um dia dá a sorte de passar na federal! Quem sabe? Porque a escola pública não te prepara pra passar na faculdade pública. E a faculdade pública não é uma questão de dinheiro. É uma questão de status. Nome.

Uma imensa contradição!

A solução desse problema (sim, um enorme problema!) não está em garantir o acesso do pobre à faculdade pública pura e simplesmente pelo fato de ele ser pobre, como fizeram com a cota para negros (o que vão me desculpar, mas um racismo explícito. Antes fosse a cota pra estudante de escola pública, por exemplo). Nesse caso ai a qualidade do ensino cairia. “Pobre não precisa de qualidade”. Penso estar a solução em investir na educação das escolas públicas, para que quem estude nelas tenha a mesma chance de acessar a faculdade pública de quem estuda nas escolas particulares.

Engraçado falar disso no dia das crianças né? Só estava pensando no futuro delas! Ou simplesmente no futuro. São elas mesmo que vão cuidar dele!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

TOP FIVE (Dos filmes que mais me fizeram chorar)



Fim de semana desses estava vendo filme com um amigo e o primo do amigo, quando o primo começou a falar dos filmes que ele não assiste porque mulher chora! Não me lembro de todos, e eles vão ficar de fora da minha lista (acho que já são óbvios demais), mas dentre eles estão P.S. Eu te amo (não chorei no final! Chorei, simplesmente, todas as vezes que chegava uma carta!), Marley & eu (chorei mais por achar impossível ver o Marley e não lembrar da Flora – a cachorra da família) e Um amor pra recordar (vai, que até os homens choram nesse...).

Podia falar ainda de Toy Story 3, que é mais um teste de caráter que qualquer outra coisa! Chorou no final: pessoa de bem. Não chorou: MONSTRO!

Mas peguei filmes variados e não tão óbvios de provocar lágrimas. Pelo menos não pela capa, ou pelo título. Vamos a eles:

UP – ALTAS AVENTURAS: Altas aventuras e altas lágrimas. Chorei altas vezes! Um senhor mal humorado, que amarra sua casinha em um monte de balões e sai voando pela cidade com um menininho que foi parar na sua varanda por puro acidente. Os dois juntos rendem muita gargalhada! Porque o choro então né?

SOBREVIVENDO COM LOBOS: Esse você chora sem ver! Quando vê, já ta chorando! Uma menina tem que fugir dos nazistas porque era judia, e no meio da mata é acolhida por uma família de lobos. História baseada em fatos reais!

ANTES QUE TERMINE O DIA: Pra não deixar de fora um filminho água com açúcar! Do jeitinho que eu gosto! Um rapaz tem chance de voltar no tempo e consertar seus erros! Quem não queria?

UMA PROVA DE AMOR: Esse a gente desconfia que envém lágrima! Mas não é um romance! Com Cameron Diaz e Abigail Breslin (a pequena miss sunshine), conta a história de uma menina gerada para salvar a vida da irmã que tinha câncer e ajuíza uma ação contra os pais por não querer mais ser “mutilada”.

ESTÃO TODOS BEM: Entrou na lista por ser o último filme que vi e que me fez chorar. Com Robert De Niro e Drew Barrymore no elenco, dois atores que adoro. Nenhum romance, nenhuma catástrofe, ninguém morrendo aos poucos por conta de uma doença... Só uma família que poderia ser a minha, ou a sua! Levando a vida normalmente como se estivesse tudo bem. E a gente ta cansado de saber que no final fica tudo bem mesmo!

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