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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Depois...


Pra eu ressuscitar este blog e desnudar minha alma como vou fazer agora, é porque maior que a vontade de desabafar e que a necessidade de aconselhar, só a saudade que apertou hoje...

Era 9 de setembro de 2012, quando meu pai, num ímpeto de cumprir um almoço de aniversário prometido desde o último 24 de agosto, me encontrou na missa de domingo. E depois de todas as conversas sem sentido costumeiras, todas as gracinhas e piadas de meus irmãos, na hora de me deixar na porta de casa, lembro com carinho do vovô e pergunto:

- Pai, como está o vô?
- Está bem branca, quer ir lá visitá-lo?
- Depois vamos! Estou cansada e preciso dormir...

Eis que exatas duas semanas depois chegou a notícia de que ele havia partido. Meu depois nunca chegou. No seu lugar, chegou a maior lição já aprendida assim, na marra mesmo: Não existe depois. E ponto. É isso.

Não deixe nada pra depois, e principalmente, não deixe as pessoas pra depois.

Não espere pra pedir desculpa, ou pra perdoar... Pra visitar ou pra ligar... Pra dar um beijo, ou um cafuné, ou pra abraçar... Pra dizer que ama, pra dizer que está com saudade, pra dizer que magoou, mas já passou. Ou pelo menos vai passar... Porque tudo passa, até a dor ou a raiva! O que fica são só as lembranças, o carinho imenso demonstrado nos menores gestos, as atitudes que te fazem ser único! A gentileza e o bom caráter! O cuidado, e principalmente o amor! E quer um conselho maior? Você precisa fazer isso hoje! Agora! Porque o que temos é só o hoje, e o agora! Depois? Não existe depois...


* Obrigada vô, por ter deixado tanta lembrança boa! Por ter estado sempre presente! Por me fazer chorar a cada vez que vejo um envelopinho! Por tanto cuidado... Cuida de mim! E Deus, cuida dele por mim!

sábado, 26 de novembro de 2011

Filha única


"Você tem sorte de não ter irmãos..." Taí uma das frases que mais ouvi na infância, e que até hoje, vira e mexe, a escuto por aí! Irmãos são chatos, provocam, irritam, estragam nossos brinquedos, mexem em nossas coisas sem pedir permissão, nos deduram para os pais... Sorte tem você! Tudo que seus pais tem, vão pra você... Não tem que dividir presentes, não tem que dividir o quarto, não tem que dividir carinho...

E nessa visão limitada, não demora muito para nosso estereótipo ser criado. Somos "sortudos", mas um tanto quanto mal falados! Filho único é frágil, caprichoso, mimado, tímido, egoísta, superprotegido, tirânico até... Mas vou te contar, o maior problema do filho único é a solidão.

Claro que ao longo do caminho vamos agregando irmãos: cativamos os primos, adotamos os amigos, e eu ainda tenho o privilégio de ter dois meio-irmãos que enchem a boca pra me chamar de irmã. E que ao fazê-lo, me enchem de orgulho. E é claro que aprendemos a nos virar sozinhos na maior parte do tempo. A brincar sozinhos. Inventar sozinhos. Estudar sozinhos. Conversar sozinhos. Imaginar sozinhos. Mas nada disso preenche o vazio das horas que, chorando no travesseiro, desejo como nunca estar no colo de um irmão. Ou quando, levando uma bronca da minha mãe, não vejo ninguém do meu lado pra me acobertar. Quando vejo todas as expectativas voltadas para mim. Quando dou muita risada de algo extremamente bobo, de algo que só um irmão saberia rir igual. Quando sinto que o peso de cometer um erro pesa mais nas minhas costas do que nas costas das pessoas que tem com quem dividir isso.

Não, não tenho sorte de não ter irmão... Tenho sorte de saber me virar com o que a vida oferece, de ter minha mãe tão perto e tão exclusiva, de dar valor às pessoas de forma inexplicável e ter um retorno imenso disso. Tenho sorte de saber me virar sozinha na maior parte do tempo. De não me incomodar em ter que me virar sozinha na maior parte do tempo. Mas extremamente azarada de saber que ter um irmão pra se virar com você tornaria tudo mais simples...

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Síndrome de Peter Pan


Pesquisando internet afora descobri que síndrome de Peter Pan é assimilada a coisas ruins. Também conhecida como a síndrome do homem que nunca cresce, é uma doença psicológica caracterizada por comportamentos imaturos negativos, tais como irresponsabilidade, rebeldia e dependência.

Peter Pan é um pequeno rapaz que se recusa a crescer e que passa a vida a ter aventuras mágicas. E síndrome de Peter Pan é apenas mais uma das inúmeras brincadeiras que tenho com uma amiga que, assim como eu, sabe que cresceu, assume todas as responsabilidades chatas da vida adulta, sonha com a independência, é o contrário de rebelde, mas que tem plena consciência de que a infância é a melhor fase da vida! E que não quer abrir mão da inocência que as brutalidades do mundo tentam tirar de nós.

É a patologia das pessoas que apresentam sintomas de adorar uma boa bagunça, não ter vergonha de andar na rua com um balão dos Smurfs que ganhou no McDonald's, dar boas e altas gargalhadas, brincar, comer doce, pregar peça nos amigos, viver imaginando coisas absurdas, assistir desenho animado e se divertir com quase nada. Acreditar que tudo é possível, fazer amigos antes mesmo de saber o nome deles, ter o dia mais feliz da vida todos os dias. Não esquecer os pequenos detalhes que deixam a vida mais interessante, e que as pessoas insistem em esquecer...

P.S.: Feliz dia das crianças pro Rafa e pro Ícaro, meus dois trenzinhos que me permitem sentir um pouquinho o que é amor de mãe! Pros meus catequisandos, que me tornam criança por duas horas todos os sábados. E pra Teté, minha irmã Peter Pan, que divide comigo a vontade de permanecer criança pra sempre...

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

TOP FIVE (Dos personagens da Disney)

É o mês das crianças, eu quero falar de Disney de novo e pronto! A palavra Disney representa o lugar do mundo que eu mais tenho vontade de conhecer, a pessoa que mais admiro e a produtora dos melhores filmes já inventados! E o legal dos filmes da Disney é que, apesar de os personagens principais serem extremamente famosos (Mickey, Cinderela, Aladdin...), os coadjuvantes ganham um destaque que os fazem, muitas vezes, serem os mais legais!



DORY – Pra mim, a melhor invenção desde a chapinha de cabelo! Dory é uma peixinha simpática que graças à sua perda de memória recente se torna amiga de Marlin, o pai do Nemo, e com ele parte pra uma longa jornada em busca do peixinho. Ela é engraçada e sempre solta alguma pérola, e ainda fala baleiês como ninguém!






WOODY – Não há quem descreva melhor o Woody que seu próprio dono, Andy: “Ele é corajoso, como um vaqueiro deve ser... Bondoso, inteligente, mas o que faz dele especial é que ele nunca desiste de você, nunca! Ele sempre estará lá por você, não importa o que aconteça.” Quem não quer um amigo fiel assim?






EDNA MODA – designer de moda excêntrica que desenha figurinos para muitos membros da comunidade de super-heróis, e criadora oficial dos uniformes dos incríveis. Ela não leva em conta somente a estética da roupa em si, mas também seus usos práticos, como qualidades de proteção e alojamento para os poderes do usuário. Um luxo!






JACK SPARROW – Capitão Jack Sparrow! Pirata interpretado por Johnny Depp em Piratas do Caribe. Ele pode ser traiçoeiro, mas sobrevive principalmente usando inteligência e negociação ao invés de armas ou força. Prefere fugir de situações perigosas e luta somente quando não tem jeito, mas tudo com um estilo e atitude que fazem dele a personagem mais caricata que conheço!





TIMÃO – Aquele suricate egoísta e ganancioso amigo do Pumba que criam Simba, o Rei Leão, com o lema “Hakuna Matata”, ou seja, sem preocupações. É um bichinho dramático e engraçado ao extremo!



P.S.: Deixo registrado ainda meu amor por Boo, Mike Wazowski, Chapeleiro maluco, Sr. Fredricksen, Mushu, Gênio e Buzz Lightyear!

domingo, 2 de outubro de 2011

O Rei Leão


Das muitas coisas que me fazem ser grata à minha mãe, uma delas é a paixão por cinema e filmes! Lembro-me de ser muito novinha e acordar aos sábados de manhã e encontrá-la na sala assistindo inúmeros filmes alugados na véspera. Deitava nas pernas dela e assistia tudo que passava, não me importando com o gênero. Quando íamos à casa da minha tia, o ônibus da volta parava num ponto em frente a um cinema. Era o ônibus demorar uns cinco minutinhos (o que não era raro) e já estávamos as duas adentrando naquele mundo sempre mágico pra mim! E numa dessa entradas inesperadas, conheci O Rei Leão. Tinha uns 5 ou 6 anos, mas me lembro de tudo como se fosse ontem, até de como deitei a cabeça no colo da minha mãe pra chorar quando o Mufasa morreu.

Há uns dias atrás descobri que O Rei Leão teria uma exibição especial em 3D. Não pensei duas vezes se ia ou não assistir! Queria ver como seria a experiência de assistir novamente no cinema um filme que vi cerca de 20 anos atrás.

E como boa manteiga derretida que sou, já comecei a chorar assim que o sol começa a nascer na telona (a cena inicial)! Toda aquela sensação maravilhosa que me lembrava ter sentido quando era criança voltou! Não tem nem como explicar! Não tive o colo da minha mãe pra deitar quando o Mufasa morre (provocando novo chororô), mas ver aquela história querida no cinema de novo, reparar a reação das crianças a cada cena (do meu lado estavam dois irmãos – um de 4 anos e um de 2 –  mega fofos que comentavam tudo!), tirar uma tarde pra mim mesma, fez de tudo uma experiência super válida, que não podia deixar de dividir com vocês!

Alguém tem um filme marcante e especial assim?

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Menina criada com vó



Quem foi criado com vó sabe o preconceito que temos que enfrentar! Criança criada com vó solta pipa no ventilador. Joga bolinha de gude no tapete. Toma nescau de colher. É mimada, pirracenta, fresca, manhosa, boba...

Fato é que avós sabem das coisas. Aprenderam muito e sabem bem como cuidar das pessoas. E depois de criar seus filhos, sabem onde erraram, assim como sabem onde acertaram. E sabem que não vale a pena perder tempo com brigas. Portanto, são mais carinhosas, mais atenciosas, mais cuidadosas, e as pessoas mais indicadas e experientes para transmitir ensinamentos. O que as pessoas enxergam como mimo, eu enxergo como zelo!

Acho que minha vó, por exemplo, fez um curso para cuidados com a casa e com seus moradores. Quando levanto, minha vitamina já está pronta na cozinha, e é o tempo de tomá-la para voltar ao quarto e já encontrar a cama arrumada. O almoço não existe igual, mesmo quando ela tá sem inspiração e só faz arroz, feijão e ovo. Tenho uma prima que, quando nos visita, come só feijão. O pudim de leite condensado parece ter sido feito por anjos. E só quem vê o carinho que ela tem ao prepará-lo entende porque o sabor é único. Ela não gosta de dar beijos, mas transmite todo amor que sente com um olhar! Xinga, resmunga, implica, mas faz carinho no meu cabelo quando acha que tô dormindo... Chega e abraça do nada, acha ruim com quem não toma sua benção, faz elogios estranhos e é a melhor pessoa que conheço! A pessoa responsável pelo que sou hoje: mimada, pirracenta, fresca, manhosa, boba... Mas extremamente feliz!

P.S.: Parabéns pelos 80 anos Dona Nélia (e escuto ela responder: ih menina retardada, precisa ficar falando minha idade?)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Saudade



Certa vez li um artigo que dizia ser “saudade” a 7ª palavra mais difícil de ser traduzida, de acordo com as opiniões de mil tradutores profissionais. A palavra vencedora foi "Ilunga", uma palavra africana para descrever "uma pessoa que está disposta a perdoar quaisquer maus-tratos pela primeira vez, a tolerar o mesmo pela segunda vez, mas nunca pela terceira vez". Saudade foi definida como “sentimento nostálgico, sentir falta de alguma coisa ou alguém”, mas na oportunidade foi claramente especificado que o significado não é consensual.

Saudade é uma palavra usada só por aqui. Começou a ser usada na época em que o Brasil ainda era uma colônia, e serviu para definir a solidão dos portugueses numa terra estranha, a melancolia causada pela lembrança, e a mágoa que sentiam por estarem longe de entes queridos.

Analisando a etimologia da palavra, em latim solitas ou solitatis é solidão, na forma arcaica de soedade, soidade e suidade. Salute, salutatione, salutare é saúde ou saudar, o que faria de saudade uma junção de solidão e saudação, exprimindo o sofrer de quem fica a esperar o retorno de quem partiu.

Traduzir tudo isso realmente não é tarefa fácil. Saudade não é só sentir a falta de algo que não existe mais, de alguém que partiu... É possível sentir saudade de uma pessoa que ainda está presente, sentir saudade de quando o filho era neném, do marido na época do início do casamento. É possível sentir saudade de um lugar que ainda existe, mas que foi visitado num momento único. É possível sentir saudade de uma música que ainda está disponível para download, mas que jamais será ouvida com o mesmo carinho que fora no passado. Que jamais remeterá à mesma pessoa a quem remeteu um dia. Que jamais será dançada com o mesmo entusiasmo. Dá pra sentir saudade de um sabor, de um cheiro...

Saudade é lembrança boa e ruim ao mesmo tempo, é a esperança do reencontro, é a sensação repentina de passado, é um aperto no peito, uma gastura sem fim, a dificuldade de engolir. É o que fica do que não pode ficar, do que não pode mudar... Saudade é o que tá apertando meu coração agora que tô escrevendo isso aqui...

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O que você quer ser quando crescer?


Toda criança que se preze já ouviu essa pergunta: O que você quer ser quando crescer? E achamos bom respondê-la ainda quando crianças, pois não há limites pra resposta: Quero ser mágico, professor ou cowboy. Bailarina, astronauta, veterinária ou policial. Quero trabalhar no carrefour, e andar de patins o dia todo! Algumas crianças se atêm a seguir os passos dos pais: Quero ser médico, ou funcionário público! Mas a maioria se pega mesmo com a imaginação: você pode ser qualquer coisa que quiser!

Eu já quis ser uma infinidade de coisas: professora, pediatra, oftalmologista (e era difícil responder essa palavra complicada), aeromoça, jornalista... Mas a respondi, de fato, aos 16 anos. Certa de que seria jornalista, fui ao fórum para escrever um texto sobre a justiça a convite de uma professora de português que, entusiasmada com minha futura profissão, resolveu investir nas minhas redações. Assistiríamos a um júri popular e a uma palestra. Tive a oportunidade de conversar com a promotora do caso e simplesmente apaixonei por aquele universo. No mesmo dia decepcionei a professora de português e escolhi fazer direito.

Depois de crescidos é que realmente enxergamos o real valor e significado da pergunta inicial. Percebemos que ao longo dos anos descobrimos sempre novas oportunidades, novos caminhos, novos prazeres e novas vidas dentro de nós mesmos! Quem queria ser médica, hoje é advogada. Quem queria ser cowboy, hoje é engenheiro químico. E mais: percebemos que ainda temos a chance de sermos o que quisermos ser depois de já crescidos, já que a cada dia fazemos planos pra realizar sonhos de quando formos “mais grandes” ainda. Já com meus 24 anos e 1.75 metros, diploma e pós, eu ainda tenho sonhos pro amanhã! Eu ainda vou descobrir várias oportunidades, caminhos e prazeres. Eu ainda quero ser quando crescer, e ainda posso ser qualquer coisa que eu quiser!

P.S.: A inspiração para o post foi uma amiga de infância! Conheci no colégio, lá pelos 7 anos e juntas estudamos até os 15. Nos reencontramos na crisma uns 2 anos depois e agora, 7 anos após nosso último encontro, fiquei sabendo que ela realizou um sonho meu de criança: é aeromoça! Está linda, Grazi! Torço pra um dia voar com você!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Saber perder


Por ser catequista, e por esse ano ter ficado responsável pelas crianças menores (por volta dos 6/7 anos), tenho vivido um desafio novo a cada semana: prender a atenção delas por uma hora e meia. Quem não lida com crianças nos dias atuais não faz idéia do quão diferentes elas estão das crianças de outras épocas, da criança que eu fui e das quais convivi quando ainda era uma. Elas estão muito mais espertas e vivas, e ficar falando durante uma hora e meia sobre o mesmo tema não cativa nenhuma delas se não houver algum outro atrativo.

Procuro assim, a cada tema proposto, levar uma brincadeira, um jogo ou uma dinâmica. E quando proponho algum jogo ou brincadeira, sou obrigada a enfrentar outro desafio: ensiná-los a saber perder.

Assim como em qualquer outra área da vida, é impossível ganhar o tempo todo. Do mesmo jeito que não iremos perder o tempo todo! De fato, perder não é fácil. Somos apegados à nossa imagem, ao que os outros pensam de nós e a derrota machuca, incomoda. Mas a criança deve aprender que as melhores armas numa disputa são o talento, o esforço, a inteligência e, sobretudo, a experiência que vem, principalmente, nas derrotas. Ninguém cresce na felicidade! Nesses momentos nos sentimos acomodados e simplesmente queremos manter esse estado. Já na derrota somos impulsionados a melhorar, a aproveitar essa oportunidade de aprendizado para fazer além do que fizemos e assim sermos mais. Mais capazes e mais felizes! Saber perder é tão essencial quanto ganhar. Ou até mais...

P.S.: Só explicando a foto pra quem não entendeu: Trata-se da geller cup, a taça entregue ao campeão do ano no futebol americano disputada pela família Geller (de Friends). Geralmente os finalistas eram os irmãos Monica e Ross, exemplos claros de pessoas que não sabem perder, comprovado no episódio Aquele do futebol americano, onde eles passam a tarde grudados em uma bola de futebol americano para não saírem perdedores!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Voltar a ser criança



Acho que nesse último mês ouvi umas 10 vezes pessoas me dizendo que queriam voltar a ser crianças. Umas outras 10 vezes me disseram que eu esqueci de crescer. E todas as vezes que ouvi as duas observações lembrei de um texto. Sei que criei o blog com a intenção de escrever meus próprios textos, e que este já é o segundo que aparece por aqui que não é de minha autoria, mas desconheço conselho melhor, por isso vale a pena compartilhar!

“Chega uma altura da vida em que você sente vergonha de chorar, de dançar no ônibus, de às vezes falar coisas ininteligíveis, de dar gargalhada e de saltitar quando está feliz. Não é uma questão de amadurecer ou não. Pessoas seguras de si podem muito bem fazer o que querem, penso. Por que não ir à padaria de pijama, chupar pirulito do batman e querer que a língua fique azul? O problema é que as pessoas têm uma enorme preocupação em crescer, ao mesmo tempo em que dizem sentir falta da infância. Diga-me, como sentir falta de algo que poderia estar na sua vida, mas você mesmo exclui? Sinceramente não consigo entender. Parar de ser sincero na maioria das vezes, parar de acreditar na inocência. Isso nos deixa tão vulneráveis a vida. Ou você já viu alguma criança chorar mais de cinco minutos por algum problema? Enquanto nos frustramos diariamente com coisas minúsculas, crianças acordam todos os dias mais felizes, vendo desenho animado e esperando que o pai chegue do trabalho, só pra lhe dar um abraço. E é aí que duas realidades se chocam: alguém que abraça tentando se esquecer de todos os males e alguém que acredita que se curam todos os males só com um abraço. Qual das realidades você quer viver?”

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Bullying




Há muito tempo venho querendo falar sobre esse tema aqui no blog, desde quando, numa festa na casa de uma amiga, um grupo de pessoas revelou as violências que sofreu, tanto físicas quanto psicológicas, nos tempos de escola. E levamos pro lado da brincadeira, questionando porque o assunto não ficou “famoso” na nossa época! Seríamos ricos só com o dinheiro dos inúmeros processos que teríamos ganhado!

Bullying é uma prática que existe há muito tempo. São atos de violência (física ou psicológica) intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (do ingês bully = "valentão") com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo incapaz de se defender. Não sei por que trouxeram o tema à tona só agora, sendo que já deviam ter falado sobre o assunto há tempos! Talvez porque as agressões tenham aumentado, em quantidade e gravidade. Talvez porque quem sofre o bullying começou a responder com violência também. Mas talvez não teria chegado a tal ponto se a prática tivesse sido contida quando ainda era maneirada.

Quando aconteceu aquele massacre na escola do Rio de Janeiro, no início do mês passado, aumentou minha vontade de escrever. O assassino era vítima de bullying. E pelo que pareceu, procurou vítimas que o lembravam de seus agressores passados. Mas o assunto já estava saturado na internet e me fez desistir. Ontem assisti um episódio de Glee que retratou isso, e quem assiste a série sabe o quanto os personagens principais são vítimas de bullying. Na verdade, esse é o único ponto em comum entre eles! Mas ontem eles estavam dispostos a mostrar como convivem bem com esses pequenos defeitos que os tornam diferentes, e como são esses pequenos defeitos que os tornam únicos. E essa é, na minha opinião, o que diferencia o comportamento das vítimas no futuro. Que diferencia aquelas que se tornam felizes daquelas que se tornam frustradas: a aceitação pessoal. E não pensem que falo isso porque é fácil superar apenas o apelido de quatro olhos... Quatro olhos foi o mais agradável dos apelidos! Eu era gordinha, usava óculos, aparelho, cabelo aneladão, tinha pernas tortas (que me deixava com joelhos constantemente vermelhos de mercúrio nos machucados adquiridos nas quedas) e achava lindo usar camisa pra dentro da calça, cintura alta, claro. Nas brincadeiras tipo verdade/conseqüência, onde todas as meninas eram contempladas com selinhos dos meninos mais gatinhos, eu era obrigada a passar no corredor da morte, onde todas as crianças faziam fila pra dar socos e chutes. E na educação física era a última a ser escolhida pra um time (óbvio, com aquelas pernas tortas hahaha). Com o tempo a gente adquire prática pra se desvencilhar dessas atitudes dos colegas. Mas até chegar a esse ponto é um longo caminho... E nesse caminho a ajuda e carinho da família e dos verdadeiros amigos (geralmente aqueles que sofrem como a gente) são fundamentais. Você sente que não precisa se adequar aos padrões malucos da sociedade pra ser querido. E muitas vezes você é querido justamente por não fazer parte desses padrões malucos! Assim como os personagens de Glee, visto a camisa e assumo todos meus defeitos! Foram eles que me fizeram o que sou hoje! E quer saber? Ô pessoa feliz que esses defeitos foram capazes de fazer!

terça-feira, 1 de março de 2011

TOP FIVE (Brinquedos)



Continuando com os TOP FIVES de temas que fogem dos filmes, séries e afins, hoje vim falar dos brinquedos de que eu mais gostava na infância!

BARBIE – Não poderia começar de outro jeito! Minha coleção ultrapassa o número de 50, tirando Kelly’s, Stace’s, Skipper’s e Ken’s (as irmãs e o namorado, que ficou famoso depois do Toy Story 3). De todos os meus brinquedos, a única coisa que não consegui doar foi minha coleção de barbies. Além das bonecas eu tinha os móveis, clube, roupas, ferrari e trailler que transformaram minhas tardes em intermináveis histórias e brincadeiras. Segredo: brinquei até os 14 anos (com a desculpa de não deixar minhas primas brincarem sozinhas!)

BANKUKA – Outro brinquedo de menina! Bankuka se trata de uma coleção de uns móveizinhos nas cores rosa, azul e amarelo! Tinha mesinha, fogãozinho, maquininha de lavar, maquininha de secar, geladeirinha, tabuazinha de passar... Adorava cozinhar confetes! Separava por cores e colocava nas panelinhas, marrom era feijão, verde espinafre, etc... Pensando bem um brinquedinho bem anti-feminista, mas fazia muito sucesso!

ATARI – Meu primeiro vídeo game! Super complexo! Contava com um controle de DOIS botões. Que na maioria dos jogos (uns dez) serviam pra mesma coisa! Dos joguinhos do Atari o que eu mais gostava era de um soldadinho que perseguia um ladrãozinho pelo shopping, subindo e descendo escadas rolantes, elevadores, e se desviando de carrinhos de compras. E claro, do glorioso pacman! Mas meus primos mais velhos iam lá pra casa instalar o vídeo game pra mim e acabavam passando a tarde toda jogando o da nave espacial!

LANGO LANGO – O lango lango era uma espécie de fantoche com o mecanismo interno que o fazia dar socos, criado para dar socos em outros lango lango’s! Sim, havia uma coleção com várias cores e modelos! Mas não conheci nenhuma criança que tinha mais de um para atingir o objetivo original da brincadeira. Logo, usávamos para dar soco uns nos outros!

LEGO – Queria colocar uns jogos de tabuleiro, tipo war e jogo da vida, mas aí deixaria o lego de fora. Ainda existe? É básico! O lego se baseia em pequenas partes de encaixe que permitem inúmeras combinações: aviões, carros, casas e até cidades (ok, não exageremos! No máximo uns bairros). Todo mundo que tinha se juntava pra fazer coisas ainda maiores e elaboradas! No carrefour tinha até um espaço pra ficarmos montando enquanto os pais faziam as compras!

Hoje em dia tudo se trata de tecnologia né? Barbie e lego são facilmente substituídos por the sims. O vídeo game nem se fala! A presença do controle remoto nem sequer é necessária! Existem sensores que captam seus movimentos, reproduzindo-os na tela... Por isso se despede aqui uma Natália nostálgica, mas com a certeza que teve a oportunidade de uma infância muito mais feliz!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Simplesmente ame


Esse é um texto que poderia ter sido escrito por mim, mas não foi. Alguém teve a ideia antes... Mas deu vontade de compartilhar com vocês!

"Ame a lembrança que se tem da infância, aqueles mil e um roxos nos joelhos e os primeiros passos de patins. Ame quando você for criança e achar que seu pai é o homem mais grande desse mundo, mas ame mais quando você descobrir que ele é sim o mais importate. Ame o abraço de uma amiga verdadeira que você descobriu e que juntas vocês conquistaram o mundo apenas sentadas debaixo de uma árvore. Ame quando você descobrir que não existe só uma amizade assim, e que no decorrer da vida você descobre que cada pessoa passa por você na fase certa, fazendo disso ela única naquele momento. Ame um sorriso seu mas ame mais um sorriso pra você. Ame a primeira flor e bombons que você ganhar, guarde a caixa e suspire inúmeras vezes quando olha-lá . Ame aquela ligação de madrugada das suas amigas berrando e dizendo que amam você. Ame mais ainda aquela outra ligação, no começo da noite pra te desejar um “dorme bem”. Ame o abraço da sua mãe depois de uma longa conversa sobre amores e amigos. Ame aquele domingo em família. Ame todos seus aniversários. Ame as borboletas, mas ame mais quando elas voarem dentro de você e ai sim, ame. Ame e ame demais seu pai e sua mãe em todo o momento. Ame suas primas. Ame aquelas férias de uma semana a qual você conheceu pessoas eternas. Ame aquela velha e boa amiga do tempo de criança que diz “eu sempre torci por você” a cada derrota ou vitória sua. Ame a saudade, mas ame mais ainda a hora de matar ela. Ame crianças e bagunça e cães, é claro. Ame e festeje o pôr do sol, mas ame mais ele nascendo. Ame o primeiro amor, e encontre o segundo para amar ainda mais. Ame uma festa até às seis da manhã, mas ame mais o dez que você tirou na prova que vinha na manhã seguinte. Ame sua sorte, seu cabelo e seu perfume. Ame o sol. Ame as suas músicas. Ame seus medos, ame o que passou o que está acontecendo e o que está por vir, apenas ame… E depois de um tempo que você amar, se amar… comece tudo de novo, mas dessa vez, faça diferente, ensine alguém a amar… você!"
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