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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Mineirês


Tem coisa que só mineiro tem: ser sócio de pelo menos um clube, passar férias em Guarapari ou Cabo Frio, comer o pão de queijo mais gostoso dessa vida, ser convidado pra pelo menos um churrasco nos fins de semana de verão, ir a festas feitas pra batata, pro milho ou pra cerveja no inverno, viajar pra praia e sentir falta de uma serra no horizonte... Mas se tem uma coisa da qual eu gosto e sinto orgulho de ter é o sotaque! E sempre tem algum fato que acontece que me faz ficar mais orgulhosa ainda dessa língua particular! O texto Sotaque mineiro: é ilegal, imoral ou engorda?, de Felipe Peixoto Braga Netto, alagoano apaixonado por Minas Gerais, infla meu ego. Conversar com pessoas de outros estados e perceber como meu sotaque é bem típico, vixe! Certa vez um primo de Brasília queria ter aulas de mineirês. Tal qual como num curso de inglês, ou francês. Queria aprender mineirês. Tudo por conta de um simples “arreda”. Qual é a desse povo que não entende o significado da palavra “arreda”? E quando a aplicamos numa frase é que eles ficam confusos mesmo!

- Primo de Brasília, red’um cadim pra lá?
- Ãhn?
- Arreda um cadinho pra lá? Não, não precisa levantar, é só arredar!

Pronto! Aulas básicas de iniciação: Tire o D das palavras, fazendo olhando virar olhano, e se virar espiano, melhor ainda! Faça o cuidar virar tomar conta, e quando estiver tomando conta, aproveita pra praticar: Tô tomano conta. Ah é, tem disso: estou é tô! Por fim, faça o virando virar virano. Reduza você pra ocê, e quando puder emendar, emenda! Com você vira cocê, pra você, procê, de você, docê. Em você, nocê, e se for em mim, é ni mim! Não é num, vamos é vão, pouco é bocado, pouquinho é poquim, que é bocadim, que é aquele cadim, usado lá na frase do arreda! Entendeu? Agora aplica:

- Num sei usar o docê. Vão aprender?
- Ora, mas é muito simples: “Gosto docê demais da conta!”
- Que lindo! Nunca vou aprender a falar assim.
- Tenho uma idéia melhor! Que tal intercâmbio?

segunda-feira, 30 de maio de 2011

TOP FIVE (Das cidades mineiras)

BELO HORIZONTE – Não poderia começar com outra! O melhor lugar do mundo, que eu amo e onde quero ficar, como já dizia César Menotti e Fabiano! Amo tanto essa cidade que poderia fazer um post todo só pra ela, mas vou escolher as cinco coisas que mais gosto daqui e fazer um top five dentro do top five: Praça da liberdade, que parece não pertencer a esse país! Fico maravilhada com os prédios e com a paisagem! Lagoa da pampulha, um cartão postal pra ninguém botar defeito! Possui várias opções para passeio, como o Mineirão, Jardim Zoológico, Museu de arte moderna, pista para ciclismo/caminhada e Parque ecológico. Savassi: de dia, recheada de lojas. À noite, recheada de bares e boites! Feira Hippie, que acontece aos domingos na Av. Afonso Pena e de hippie não tem nada! Nas centenas de barraquinhas encontramos vários produtos artesanais, além de roupas, móveis, sapatos, brinquedos, bolsas e bijuterias. Palácio das artes, com constantes exposições, apresentações de orquestras, shows e peças teatrais, uma alternativa cult sempre recorrida por mim!

 

OURO PRETO – Comentei com uma amiga outro dia: Ouro Preto é um lugar que parece que tudo é permitido! Mas muitas pessoas levam isso pro lado ruim da história. Eu vejo Ouro Preto como um lugar em que ninguém estranha se você é louco, normal, nerd, bagunceiro, cult, festeiro... Há sempre um lugar no qual você vai se encaixar! É permitido festar, é permitido estudar, é permitido rezar: tudo é permitido! São inúmeras igrejas, museus, repúblicas e festas. Você aproveita as ladeiras da maneira que melhor lhe convir!


TIRADENTES – Um cantinho especial nesse estado! É um dos centros históricos da arte barroca mais bem preservados do Brasil, porém mais tranqüilo e charmoso que cidades como Ouro Preto e São João Del Rei. Ganha destaque pelas pousadas, cachoeiras, gastronomia e mostra de cinema. Ah, e pela Maria Fumaça, passeio obrigatório para qualquer turista que se preze!


ARAXÁ – Integrante do Circuito das Águas de Minas Gerais, é uma cidade famosa pelas propriedades terapêuticas diversificadas de suas águas medicinais e pelo clima agradável o ano todo! O Grande Hotel é um espetáculo a parte. Com jardins e arquitetura que lembram construções européias, é um ótimo lugar pra relaxar e aproveitar (só correndo o risco de esquecer de visitar o resto da cidade)!


JABOTICATUBAS (SERRA DO CIPÓ) – A serra do cipó é legal pra quem gosta de acampar. Tem área de camping que proporciona uma proximidade com ampla diversidade de flores, pássaros, mamíferos, anfíbios, peixes, cachoeiras e outras maravilhas que encantam os turistas. A serra do cipó é legal ainda pra quem não gosta de acampar (EU), mas adora uma pousadinha. Possui muitas pousadas e restaurantes aconchegantes pertinho das flores, pássaros, mamíferos, anfíbios, peixes, cachoeiras... Um ótimo encontro com a natureza!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Comer Rezar Amar


Com esse título, esse post poderia falar sobre mim! Uma pessoa que se resume a isso: comer, rezar, amar. O resto das coisas que faço são, ou conseqüências desses três atos, ou mero preenchimento de horas vagas. Mas vou falar do filme, que leva o mesmo título!

Tudo começa quando Liz e seu marido decidem que ela sossegaria, teria filhos e se dedicaria mais ao lar. Sem ter certeza de que é isso que realmente quer naquele momento, ela se desespera ao ouvir o marido dizer que vai voltar pra faculdade, e como atitude desesperada ela começa a rezar, costume que nunca tinha tido até então. Resolve sair do casamento e já engata em outro relacionamento, com um ator “zen” que desperta nela um lado religioso. Percebendo que com ele teria um casamento com rumo similar ao primeiro, decide fazer uma viagem pela Itália, Índia e Indonésia. Os três destinos escolhidos começam com a letra I, tradução do inglês para EU, que revela sua busca pessoal, e é nessa viagem que percebemos a complexidade do universo feminino.

Sua estada na Itália foi recheada dos prazeres da gula! Bate aquela fome ao assistir o filme! Além do prazer encontrado no comer sem culpa, no comer sem se preocupar em engordar, no comer até se fartar, ela ainda descobre o prazer de não fazer nada, pregado pelos italianos. Na Índia, ela se dirige ao templo da guru do último namorado. Confronta ali a dor da qual pensava já estar curada para, finalmente, perdoar-se. Conta, para isso, com a ajuda de dois amigos: Tulsi, uma jovem indiana que sonha seguir carreira como psicóloga, mas acaba num casamento arranjado, e Richard, um texano que a leva a conhecer seus próprios limites. Finalmente, em Bali, Liz reencontra um xamã que conhecera outrora. Conhece ainda três figuras que se tornarão importantes na sua história: uma doutora da floresta, sua filha, e Felipe, um brasileiro interpretado pelo charmoso espanhol Javier Bardem.

História, trilha, fotografia, atuações, tudo em harmonia para um filme nota 10. Para quem gosta de viajar, um despertar da vontade de embarcar no próximo avião. Para quem gosta de comer, uma coceirinha na mão pra dar pause e preparar um lanchinho. Para as mulheres, uma reflexão, e para os homens, um passeio para o complexo universo feminino, seja o de uma menina de 04 anos, seja o de uma idosa de muitos anos!

P.S.: Feliz aniversário Aninha! Companhia perfeita, seja pra comer, seja pra rezar! Quanto ao amor, dedico o meu todo a você hoje!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Das coisas que eu gosto dos EUA


Escrevo esse post baseada apenas nas coisas que vejo em filmes e séries, pois nunca saí do Brasil. Sei que se basear no que a gente vê na TV não é muito seguro. Se um estrangeiro se baseasse nos filmes brasileiros pra formar sua opinião sobre nós, acharia que somos moradores de favela faladores de palavrão. Se a base deles fossem as novelas, seríamos todos nobres moradores do Leblon. Mas por falta de outro embasamento melhor, são esses os que usei.

Pra começar, gosto dos pequenos detalhes. Gosto dos copos de café, e dos armários das escolas. Gosto das festas na praia com fogueira, e das festas no apartamento com uma mesa só de bebidas. Gosto dos ponches, e das casas com jardim. Dos bares com longos balcões e das cheerleaders. Gosto das eleições, do fato de não ser origatório votar, mas da vontade do povo, mesmo que não obrigado, exercer um direito!

Gosto do fato de as escolas públicas oferecerem educação de qualidade, e como as faculdades selecionam seus estudantes. Não bastam apenas notas boas no SAT (um tipo de vestibular). As coisas que você fez pela vida toda são levadas em consideração, como por exemplo, trabalhos voluntários!

E quando ingressam em uma universidade, geralmente as pessoas se mudam para os alojamentos! Ficam como se fosse meio a meio: ainda estuda, mas já mora sozinho. São seus pais que pagam suas contas, mas você já passa a assumir algumas responsabilidades, e dar conta das consequências que seus atos irão trazer.

Quando se formam, já não faz sentido voltar a morar com os pais! Seria um retrocesso! Procuram um apartamento pra alugar, e não raras vezes um roommate com quem dividir as contas. Depois trocam o tal do roommate por um parceiro, casam, tem filhos, a família cresce, então mudam pra uma casa afastada do centro da cidade onde as crianças possam brincar na rua e o cachorro possa ficar no quintal.

Pensando bem é muito metódico pra uma vida. Muito certinho, e previsível. Mas mesmo assim eu gosto! Não queria morar lá. Talvez por alguns meses, pra sempre não! A vontade mesmo é que algumas dessas coisas fossem adotadas aqui no Brasil. Pelo menos o copo de café eu já adotei!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Road trippin'


Fazia tempo que estava desejosa por uma viagem! Não precisava ser nada elaborado, só queria sentir a sensação de estar na estrada, escutar música até a bateria acabar, ler um livro até enjoar, conversar com as pessoas até cansar, admirar a paisagem e observar como a vegetação, o clima e a pressão mudam em pouco tempo, aliás, pouca distância. É, queria viagem de ônibus, de avião não! Sentir aquele cheirinho que só a estrada tem!

E pensei em como as viagens costumam variar só por conta das companhias! Uma viagem com seus pais está longe de ser igual a uma viagem com os amigos! Com seus primos é uma coisa, mas se seus tios estão juntos, é outra! Nenhuma delas deixa de ser ótima, mas são diferentes!

Nesse final de semana o coral foi contratado pra cantar em dois eventos em Governador Valadares. Aquela cidadezinha mais interior de Minas, em que as pessoas são mais simpáticas, o café mais fresquinho e o pão de queijo mais quentinho!

E viagens com o coral tem uma peculiaridade a parte. Parecem (E MUITO!) com excursões da escola! As pessoas têm idades que vão de 13 anos a 60 e tantos, mas todas voltam a ser aquelas crianças que vão cantando músicas, falando bobeira, contando piadas e fazendo brincadeiras. Me surpreendi o tempo todo! Com Deus e com as pessoas, que é um jeito de Ele nos surpreender também.
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