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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Depois...


Pra eu ressuscitar este blog e desnudar minha alma como vou fazer agora, é porque maior que a vontade de desabafar e que a necessidade de aconselhar, só a saudade que apertou hoje...

Era 9 de setembro de 2012, quando meu pai, num ímpeto de cumprir um almoço de aniversário prometido desde o último 24 de agosto, me encontrou na missa de domingo. E depois de todas as conversas sem sentido costumeiras, todas as gracinhas e piadas de meus irmãos, na hora de me deixar na porta de casa, lembro com carinho do vovô e pergunto:

- Pai, como está o vô?
- Está bem branca, quer ir lá visitá-lo?
- Depois vamos! Estou cansada e preciso dormir...

Eis que exatas duas semanas depois chegou a notícia de que ele havia partido. Meu depois nunca chegou. No seu lugar, chegou a maior lição já aprendida assim, na marra mesmo: Não existe depois. E ponto. É isso.

Não deixe nada pra depois, e principalmente, não deixe as pessoas pra depois.

Não espere pra pedir desculpa, ou pra perdoar... Pra visitar ou pra ligar... Pra dar um beijo, ou um cafuné, ou pra abraçar... Pra dizer que ama, pra dizer que está com saudade, pra dizer que magoou, mas já passou. Ou pelo menos vai passar... Porque tudo passa, até a dor ou a raiva! O que fica são só as lembranças, o carinho imenso demonstrado nos menores gestos, as atitudes que te fazem ser único! A gentileza e o bom caráter! O cuidado, e principalmente o amor! E quer um conselho maior? Você precisa fazer isso hoje! Agora! Porque o que temos é só o hoje, e o agora! Depois? Não existe depois...


* Obrigada vô, por ter deixado tanta lembrança boa! Por ter estado sempre presente! Por me fazer chorar a cada vez que vejo um envelopinho! Por tanto cuidado... Cuida de mim! E Deus, cuida dele por mim!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Prazo



Êta palavrinha que anda lado a lado comigo ultimamente! Os advogados de plantão devem saber exatamente do que eu tô falando. Cada ato num processo deve ser feito num prazo – pra apresentar defesa, são 15 dias. Pra manifestar, 5. Apresentar suas considerações finais, 10. E nessa neura de não perder prazo e pôr o direito do cliente em jogo, os advogados vão se virando em mil e, no meio de tanto prazo, não nos resta prazo pra mais nada...

Vide este blog abandonado! Com toda a correria diária só pensando no tempo que tenho para cumprir prazos e traçando metas pra cumprir os que estão mais distantes e quem sabe ver na agenda um tempinho livre, acabei entrando num ciclo sem fim da neura por prazos e me perdi no tempo só pensando nele. O que começou com um passar de horas sem vê-las passar, se tornou um passar de semanas despercebidas, fazendo maio chegar num grande susto.

É ai que me obriguei a parar. Primeiro pra refletir. Depois pra rever minhas prioridades. Sim, meu trabalho é importante, e lidar com prazos inevitavelmente faz parte dele. Mas nessa vida, a gente só não acha tempo pro que não nos é valioso. Para todas as coisas que nos são estimadas, conseguimos dar atenção. Precisamos dar atenção.

Minhas séries são importantes! Encontro o diferencial entre as séries americanas e as novelas brasileiras por não achar maldade nas séries. É um dos meus meios de entretenimento favorito e que, depois de entrarem em hiatus, ficaram abandonadas. Abandonado acabou ficando também o primo com quem dividia comentários sobre as séries...

Ler livros é importante, e daqui de onde estou, vejo uma modesta pilha de livros que quero ler faz tempo! Ver filmes é importante, e a pilha desses já não é tão modesta... Sair com os amigos e passar um tempo com minha família é mais que importante, e “enrolada” é o adjetivo que mais tenho ouvido! Cuidar de mim, escrever no blog, estudar, distrair a mente, são todas coisas que estou reorganizando.

24 horas é um prazo que, de repente, virou perfeito pra fazer tudo que eu quero. Bastava esse primeiro passo: querer.



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Qual o seu estilo?


Patricinha. Metaleira. Básica. Clássica. Esportista. Romântica. Nerd. Sexy. Elegante. Hippie. E porque não, até mesmo piriguete. Cada mulher tem seu estilo. Eu, particularmente, nunca tive um estilo pré-definido. Mas admiro demais aquelas pessoas a quem olhamos e a primeira coisa em que pensamos é: "como essa pessoa tem estilo!" Sabem se vestir, sabem transformar peças básicas em peças chaves, se comportam gentilmente, elegantemente, possuem postura impecável... São chiques!

Na minha opinião, o estilo é definido desde o momento em que nascemos e influenciado por tudo que vivemos. A partir de conceitos que nos são passados e percebidos, vamos criando gostos e adaptando aquilo ao nosso ser. Pronto, tá criado o nosso estilo!

E quando eu digo que não tenho estilo, não é que eu não tenha percebido e adotado nada na minha vida. Pelo contrário! Percebi e adotei coisa demais! Percebi que se sentir bem consigo mesma e conforto andam de mãos dadas. E aqui bato mais uma vez na tecla que estar na moda nem sempre é bom. Se a moda não combina com você, com seu corpo, seu jeito, e te deixa desconfortável em todos os sentidos, não vale a pena "estar na moda". Não resulta em estilo. Percebi que forçar um comportamento não é estilo. Estilo é criado naturalmente! E percebi que adequar um pouquinho do que mais se parece com você de cada estilo, pode até não te dar um estereótipo. Mas te permite descobrir muitas possibilidades, opiniões, lados, além de fazer sentir muito bem! Afinal, estilo é mais que um tipo de roupa, ou um comportamento. É a adoção de um modo de vida! E quer vida melhor que a diversificada?

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

S.O.P.A. indigesta

  
Que a internet se tornou acessório top em comunicação mundial é fato. Que as notícias chegam até nós com uma velocidade impressionante, outro fato. E que tentar atingir esse meio de comunicação e globalização vai gerar muita polêmica, é um fato mais inquestionável ainda. E gerou. Desde o início desse ano, um assunto tem dado o que falar, e assim como a velocidade das informações, a tal S.O.P.A., sigla para "Stop Online Piracy Act", ou a Lei de Combate a Pirataria Online, vem nos atingindo em velocidade cavalar.

No final do ano passado, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos apresentou um projeto de lei para ampliar os meios legais de combate ao tráfico online de propriedade protegida e de artigos falsificados. Ou seja, sites que compartilham músicas,filmes, textos, e qualquer outra produção intelectual sem atribuir os devidos créditos e direitos ao autor são considerados ilegais. Tal projeto representou uma ameaça a uma infinidade de sites, que manifestaram seus protestos no início desse ano (se lembram quando wikipedia ficou fora do ar e o google cobriu seu logotipo com uma tarja preta?). Para esses sites, a tal S.O.P.A. autoriza o controle e bloqueio de seus conteúdos por parte do governo, bem como autorizam o bloqueio de resultados de pesquisa. Uma censura a nível mundial!

Não há como negar a importância da discussão da propriedade intelectual, bem como da proteção de direitos autorais. Já pensei muito no assunto antes dessa explosão. Até cheguei a pensar que seria impossível tentar controlar a pirataria com as ferramentas que a internet proporciona. Mas pelo visto, dá. Só que não vejo possibilidade de isso acontecer sem que haja ameaça a nossa segurança, ao nosso direito a liberdade de expressão e sem utilização de censura e abuso de poder. A internet é um meio de circulação de ideias. A aprovação da S.O.P.A. é um paradoxo à sua essência.

P.S.: texto redigido por uma viciada em séries à 01:00 A.M. revoltada por não conseguir baixar novos episódios. STOP SOPA!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O sentido da vida


Há um tempo atrás, uma amiga me fez um pedido: escrever sobre o sentido da vida. Não recuso pedidos de amigos, especialmente quando eles me pedem para escrever sobre um assunto. Me empolgo muito, já que essa é uma tarefa que adoro executar! Mas ao ouvir esse pedido surgiram mil caraminholas na minha cabeça, além das milhares já existentes exatamente sobre o tema. Que diacho ela ta me pedindo pra falar sobre o sentido da vida? Quem ela pensa que eu sou: Deus? Sim, porque pra todas as perguntas que tenho a esse respeito, só encontro uma resposta: Deus... Deus há de me responder isso um dia.

Sim, eu tenho essa esperança. Que no fim de tudo eu tenha um encontro marcado com Deus, onde de braços abertos ele vai me falar: "agora pode perguntar tudo o que você quer saber." E eu vou soltar tudo: Porque existe um mundo? Porque existem pessoas nesse mundo? E porque eu tive que estar dentre elas? Porque as pessoas machucam as outras, e porque umas tem que sofrer mais? Porque tive que passar por sofrimentos tamanhos pra tirar aprendizados tão pequenos? E porque, por outro lado, aprendi coisas grandiosas de experiências ínfimas? Quanto eu cresci enquanto estive por aqui? Quanto contribui pro projeto Dele? E finalmente: qual é esse projeto? Qual o sentido da vida?

Mas nesse meio tempo tenho minhas especulações. A vida não é feita de um sentido, mas de vários sentidos. Mãe e pai fazem sentido. Duas pessoas que se unem para criar uma nova vida é algo espetacular! Sorrisos fazem sentido, e são tão mágicos que fazem sentir também! Contagiam! Saudade faz sentido, e matá-la faz mais sentido ainda! Amigos reunidos fazem sentido. É com eles que aprendemos a dividir! Casamento faz sentido, o fato de se comprometer com alguém além de você... Avós fazem sentido, e fazem crianças mimadas também! Lágrimas fazem sentido, colocando pra fora tudo que está te aflingindo por dentro. Mas as que mais fazem sentido são aquelas que surgem em meio a sorrisos! Aniversário, reveillon e toda data que te permite parar e fazer uma reflexão do último período de tempo que passou faz sentido. Cachorro faz sentido, e é tudo de bom, como já diria a pedigree. Criança faz MUITO sentido: toda pureza, inocência e sinceridade reunidas num ser tão indefeso. Primos fazem sentido, especialmente pra quem não tem irmão. E irmão faz sentido. Natal faz sentido, um dia que tanta cultura diferente no mundo reserva pra celebrar a vida de um homem que fez todo o sentido. E religião também faz sentido. Ter um guia pra te mostrar que fé não é coisa fácil de se ter. Mas que vale a pena! Amar, sobretudo amar, faz sentido. All you need is love, como já dizia uma banda aí. O que me faz lembrar que Beatles faz sentido. Música faz sentido. Silêncio também. Ser forte faz sentido. Tanto quanto ser frágil. Pedir ajuda, ajudar... Gentileza faz sentido, e gera gentileza! Abraço faz sentido. Dar a mão. Tocar um coração. Praia. Montanha. Cachoeira. E eu poderia gastar todo esse blog com posts sobre coisas que fazem sentido, que trazem sentido, e que dão sentido à vida. Então vou resumir assim: o sentido da vida está em tudo que nos faz crescer, tudo que nos faz feliz, tudo que nos faz maiores, melhores... Tudo que nos faz sentir! Não é a toa que se chama sentido!

P.S.: Parabéns atrasado vale Rafa? Quem mandou fazer aniversário nas férias?

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Lista de fim de ano




Sou uma fiel adepta das listas, cronogramas, tabelas, agendas e planejamentos. E na medida que o último dia do ano se aproxima, uma súbita coceirinha aparece na minha mão: uma vontade de fazer a tal lista de projetos pro ano novo. E por muitos anos a fiz: esse ano vou arrumar um namorado, emagrecer 8 kg (porque 7 é número de mentiroso, como dizia minha vó), fazer uma loucura, pôr um piercing, fazer uma viagem inesquecível, me aproximar de velhos amigos, mudar o visual. Algumas coisas eram cumpridas, outras deixadas pra trás... Ano que vem, quem sabe!

Na virada de 2011 resolvi fazer diferente: Sem listas dessa vez, vamos ver o que acontece! E vou te contar que não houve planejamento melhor: consegui dar o primeiro passo pra reforma do meu quarto que planejava há anos! Depois de anos de adolescência insistindo pra minha mãe me deixar passar o carnaval em Ouro Preto, esse ano eu fui! E imaginem a frustração da pessoa ao descobrir que não aguenta o pique mais, e carnaval de rua mesmo só pulei um dia. Os outros pulei com meu sobrinho dentro de casa! E falando em sonho de adolescência, vi Backstreet Boys cantar "As long as you love me" pra mim a 5 metros de distância! Ganhei ingresso pro show do Jack Johnson, e também o vi cantar pertinho (mais ou menos)... Fui no que disseram ser o último show do exaltasamba na cidade, mas depois disso já tiveram uns 3! Conclui uma pós-graduação e arrumei um namorado, que não me aguentou mais que 10 dias... Mas tive a vida transformada por dois homens: um que curou minha alergia, e outro que me livrou dos óculos! Ensinei minha mãe a gostar de séries, frequentei a academia por longos 10 meses, comecei umas 3 dietas diferentes, e não vi resultado nenhum! Vi um zilhão de filmes, e contei pra vocês o que achei de vários! Empolguei com o blog, desempolguei, mas juro que agora empolguei de novo! Li tantos livros que não consigo nem lembrar... Descobri junto com um primo que tá lááá em Brasília uma paixão em comum por reality show musical! Escutei muita música boa... Escutei muita música ruim... Fui aceita num novo coral que me levou pra um festival internacional! Que me levou pra rede globo! Descobri amizades verdadeiras, mas a maior descoberta mesmo foi saber que a vida só vale a pena por conta das pessoas que estão na nossa vida, estejam elas perto, estejam elas longe, estejam elas alheias do quão importante são!

Essa é a lista que vale a pena fazer no último dia do ano! Saber que os últimos 365 dias que passaram não foram fáceis... Lembrar que quando quase pensamos em desistir e jogar tudo pro ar, houve uma reviravolta que nos fez lembrar apenas da parte boa, que nos fez tirar apenas o melhor de cada situação! Resolução pra 2012? Sim, tenho uma: minha vida vai mudar completamente na madrugada de amanhã... O que vai acontecer? Não sei, te conto ano que vem!

sábado, 26 de novembro de 2011

Filha única


"Você tem sorte de não ter irmãos..." Taí uma das frases que mais ouvi na infância, e que até hoje, vira e mexe, a escuto por aí! Irmãos são chatos, provocam, irritam, estragam nossos brinquedos, mexem em nossas coisas sem pedir permissão, nos deduram para os pais... Sorte tem você! Tudo que seus pais tem, vão pra você... Não tem que dividir presentes, não tem que dividir o quarto, não tem que dividir carinho...

E nessa visão limitada, não demora muito para nosso estereótipo ser criado. Somos "sortudos", mas um tanto quanto mal falados! Filho único é frágil, caprichoso, mimado, tímido, egoísta, superprotegido, tirânico até... Mas vou te contar, o maior problema do filho único é a solidão.

Claro que ao longo do caminho vamos agregando irmãos: cativamos os primos, adotamos os amigos, e eu ainda tenho o privilégio de ter dois meio-irmãos que enchem a boca pra me chamar de irmã. E que ao fazê-lo, me enchem de orgulho. E é claro que aprendemos a nos virar sozinhos na maior parte do tempo. A brincar sozinhos. Inventar sozinhos. Estudar sozinhos. Conversar sozinhos. Imaginar sozinhos. Mas nada disso preenche o vazio das horas que, chorando no travesseiro, desejo como nunca estar no colo de um irmão. Ou quando, levando uma bronca da minha mãe, não vejo ninguém do meu lado pra me acobertar. Quando vejo todas as expectativas voltadas para mim. Quando dou muita risada de algo extremamente bobo, de algo que só um irmão saberia rir igual. Quando sinto que o peso de cometer um erro pesa mais nas minhas costas do que nas costas das pessoas que tem com quem dividir isso.

Não, não tenho sorte de não ter irmão... Tenho sorte de saber me virar com o que a vida oferece, de ter minha mãe tão perto e tão exclusiva, de dar valor às pessoas de forma inexplicável e ter um retorno imenso disso. Tenho sorte de saber me virar sozinha na maior parte do tempo. De não me incomodar em ter que me virar sozinha na maior parte do tempo. Mas extremamente azarada de saber que ter um irmão pra se virar com você tornaria tudo mais simples...

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Feliz por nada


Sei que estou em falta com o blog, mas encontrei um novo vício que simplesmente não consigo largar! Nem a chegada do box da sétima temporada de Grey's anatomy desviou minha atenção. Me refiro ao livro da Martha Medeiros, "Feliz por nada". Já tinha lido várias frases da autora na internet, e a cada frase lida aumentava minha curiosidade de conhecer melhor o trabalho dela. Quando, finalmente, em uma das minhas inúmeras visitas à livraria, dei de cara com esse tal de "Feliz por nada". Comprei e desde então não larguei! São mais de 80 crônicas reunidas falando dos mais diversos assuntos, como família, amor e amizade. Diz minha mãe que parece que sou eu escrevendo (baita elogio, mas de mãe não vale, né?). Sei que são muitos textos, mas é uma leitura tão gostosa e rápida, que logo logo volto a dar as caras por aqui! Prometo! Enquanto isso deixo pra vocês a crônica que dá título ao livro:
 

"Geralmente, quando uma pessoa exclama "Estou tão feliz!", é porque engatou um novo amor, conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada.

Digamos: feliz porque ainda é abril e temos longos oito meses para fazer de 2010 um ano memorável. Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz porque se achou bonita. Feliz porque existe uma perspectiva de uma viagem daqui a alguns meses. Feliz porque você não magoou ninguém hoje. Feliz porque daqui a pouco será hora de dormir e não há melhor lugar no mundo do que sua cama.

Esquece. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.

Feliz por nada, nada mesmo?

Talvez passe pela total despreocupação com essa busca. Essa tal de felicidade inferniza. "Faça isso, faça aquilo". A troco? Quem garante que todos chegam lá pelo mesmo caminho?

Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando "realizado", também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma. Consciência. Felicidade é ter talento para aturar, é divertir-se com o imprevisto, transformar as zebras em piadas, assombrar-se positivamente consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo? Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.

Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.

Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se consumir tanto?

A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa.

Feliz por nada talvez seja isso."

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Síndrome de Peter Pan


Pesquisando internet afora descobri que síndrome de Peter Pan é assimilada a coisas ruins. Também conhecida como a síndrome do homem que nunca cresce, é uma doença psicológica caracterizada por comportamentos imaturos negativos, tais como irresponsabilidade, rebeldia e dependência.

Peter Pan é um pequeno rapaz que se recusa a crescer e que passa a vida a ter aventuras mágicas. E síndrome de Peter Pan é apenas mais uma das inúmeras brincadeiras que tenho com uma amiga que, assim como eu, sabe que cresceu, assume todas as responsabilidades chatas da vida adulta, sonha com a independência, é o contrário de rebelde, mas que tem plena consciência de que a infância é a melhor fase da vida! E que não quer abrir mão da inocência que as brutalidades do mundo tentam tirar de nós.

É a patologia das pessoas que apresentam sintomas de adorar uma boa bagunça, não ter vergonha de andar na rua com um balão dos Smurfs que ganhou no McDonald's, dar boas e altas gargalhadas, brincar, comer doce, pregar peça nos amigos, viver imaginando coisas absurdas, assistir desenho animado e se divertir com quase nada. Acreditar que tudo é possível, fazer amigos antes mesmo de saber o nome deles, ter o dia mais feliz da vida todos os dias. Não esquecer os pequenos detalhes que deixam a vida mais interessante, e que as pessoas insistem em esquecer...

P.S.: Feliz dia das crianças pro Rafa e pro Ícaro, meus dois trenzinhos que me permitem sentir um pouquinho o que é amor de mãe! Pros meus catequisandos, que me tornam criança por duas horas todos os sábados. E pra Teté, minha irmã Peter Pan, que divide comigo a vontade de permanecer criança pra sempre...

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Nasci na época errada


Eu já quis ter nascido na década de 50, e atravessar a década de 70 com meus 20 e poucos anos: rock, movimentos políticos e movimento Hippie dão uma bela receita pra juventude! Ou então lá pra 1400 e tanto! Na França, com toda aquela fidalguia e vestidos lindos! E uma coisa em particular chamava muito a minha atenção quando via aquelas pinturas renascentistas nos meus livros de história: A mulher perfeita tinha que ser gordinha. Perfeito era ser saudável! E eu seria perfeita na época!

Não sei a partir de qual momento da história o conceito de beleza se inverteu. Hoje se criou a promoção de medidas do corpo inatingíveis, onde a mídia, as indústrias cosméticas e a moda impõem padrões fora do sério, e, pra mim, mais que imperfeitos. Ao que me parece, a receita é assim: magra + peitão + cabelo comprido liso – cérebro + bunda grande – celulite + bronzeada = perfeição. Uma folha de alface + dedo na garanta + passarela + exibição de costelas = modelo. Modelo, exemplo e padrão... Alguém gordo automaticamente já não é sexy.

Minha idéia é muito diferente disso. Acho Adele, por exemplo, EXTREMAMENTE sexy. E posso citar dezenas de mulheres com corpos, na minha opinião, espetaculares, que não chamariam atenção nem de um náufrago e que fogem completamente desse universo erótico masculino tão plastificado... Mulheres maravilhosas que simplesmente se aceitam! Que não ligam pra opinião alheia, e que não se incomodam em ser diferentes de uma imposição sem fundamento. Inteligentes, educadas, divertidas... e perfeitas!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Quem não tem colírio


Uso óculos desde os 6 anos, e até os 24, quando fiz a cirurgia de correção, nunca tinha me ligado muito em óculos escuros. Sempre achei um charme, mas não podia usá-los, pois não me adaptei com lentes de contato e uma lente escura de 6 graus não ficaria bem!

Tem 3 meses que parti em busca do meu primeiro óculos escuro cara de riqueza! E pesquisei um bocado pra entender bem pelo que eu deveria procurar. A primeira coisa que pensei foi buscar algo moderno, mas que não fosse modinha. Quem me conhece, ou pessoalmente ou por que acompanha o blog, sabe que não sou muito de ligar pra moda. Às vezes eu já gosto de alguma coisa que de repente vira moda, às vezes uma moda lançada me agrada, e só se me agradar DEMAIS vou me aderir a ela. Não gosto de sair e encontrar várias pessoas usando peças iguais às minhas. Ops, fugi do foco!

Como o primeiro óculos estava sendo escolhido para uso diário (recomendação médica não só pra quem fez a cirurgia, ok? Vale para todos), seria necessário procurar por lentes que oferecessem um melhor contraste e uma melhor qualidade de visão, e descobri serem as lentes castanhas as mais indicadas para o caso. Quem procura óculos a serem usados na praia, ou na neve, deve lembrar que por esses lugares terem luminosidade e refletividade maiores, a proteção também deverá ser maior. Escolha lentes mais escuras!

Por fim, bastou analisar as minhas características físicas para chegar ao modelo ideal. Na minha opinião de quem nunca usou óculos escuros, mas que é extremamente detalhista, observadora e crítica, penso que óculos grandes ficam melhores em pessoas altas, ou que pelo menos não tenha um rosto pequenininho! E mesmo podendo abusar, pois sou alta e meu rosto tá longe de ser pequeno, não quis exagerar. Mas pelo mesmo motivo não podia ser nada pequeno demais, pois ficaria desproporcional. Já quanto a cor da armação, penso que quem tem tom de pele mais claro deve procurar cores mais discretas. As branquinhas devem deixar os dourados e outros tons metais pras morenas! E uma dica que sempre adotei para comprar meus óculos de grau e agora usei pra comprar os solares foi procurar algo com formato inverso ao meu rosto: modelos arredondados para rostos quadrados, linhas diretas para rostos redondos. Eu conto ainda com mais essa sorte: ter rosto oval! Rosto oval combina com quase todos os estilos... Só num pode ser largo pra não ficar desproporcional! Para quem está buscando o óculos perfeito #ficadica! O meu escolhido foi esse aí:

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Menina criada com vó



Quem foi criado com vó sabe o preconceito que temos que enfrentar! Criança criada com vó solta pipa no ventilador. Joga bolinha de gude no tapete. Toma nescau de colher. É mimada, pirracenta, fresca, manhosa, boba...

Fato é que avós sabem das coisas. Aprenderam muito e sabem bem como cuidar das pessoas. E depois de criar seus filhos, sabem onde erraram, assim como sabem onde acertaram. E sabem que não vale a pena perder tempo com brigas. Portanto, são mais carinhosas, mais atenciosas, mais cuidadosas, e as pessoas mais indicadas e experientes para transmitir ensinamentos. O que as pessoas enxergam como mimo, eu enxergo como zelo!

Acho que minha vó, por exemplo, fez um curso para cuidados com a casa e com seus moradores. Quando levanto, minha vitamina já está pronta na cozinha, e é o tempo de tomá-la para voltar ao quarto e já encontrar a cama arrumada. O almoço não existe igual, mesmo quando ela tá sem inspiração e só faz arroz, feijão e ovo. Tenho uma prima que, quando nos visita, come só feijão. O pudim de leite condensado parece ter sido feito por anjos. E só quem vê o carinho que ela tem ao prepará-lo entende porque o sabor é único. Ela não gosta de dar beijos, mas transmite todo amor que sente com um olhar! Xinga, resmunga, implica, mas faz carinho no meu cabelo quando acha que tô dormindo... Chega e abraça do nada, acha ruim com quem não toma sua benção, faz elogios estranhos e é a melhor pessoa que conheço! A pessoa responsável pelo que sou hoje: mimada, pirracenta, fresca, manhosa, boba... Mas extremamente feliz!

P.S.: Parabéns pelos 80 anos Dona Nélia (e escuto ela responder: ih menina retardada, precisa ficar falando minha idade?)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

TOP FIVE (Das 1009 coisas para fazer antes dos 30)

E nessa onda de ficar mais próxima dos 30 que dos 15, vim falar daquelas coisas que sempre morremos de vontade de fazer, mas deixamos pra mais tarde. E como não estamos ficando nada jovens com o passar do tempo, o melhor é não deixar pra depois! Vocês conhecem a proposta do hidrotônico i9? Eles fizeram um site com 1009 sugestões de coisaspara se fazer antes dos 30 anos! Algumas coisas são simples, e outras exigem planejamento, tempo, dinheiro e até sorte, mas ler rende boas risadas! E eu ainda descobri que já fiz várias delas! Vejam lá e me contem o que vocês já fizeram! Deixo registradas as minhas cinco experiências memoráveis dentre as propostas inovadoras:

PARTICIPAR DE UM BLOG FAMOSO: “E nem precisa ser como autor de algum post. Pode ser por causa de um tombo daqueles do seu gato acrobata ou até de um enjôo na montanha russa. Se você quiser correr atrás dos seus 15 minutos de fama, essa é a hora.” – Quem não se lembra da minha participação no Te dou um dado?? Na ocasião, participei de uma promoção esculachada ao enviar uma foto constrangedora. Não tive meus 15 minutos de fama com uma cara glamourosa de riqueza, mas com a boca aberta e braços pro ar numa montagem tosca ao lado de Théo Becker (quem?). Mas saí vencedora, ok?

INVENTAR O QUE AS PESSOAS ESTÃO FALANDO: “Ônibus é o lugar ideal para isso. Preste atenção em pessoas conversando e comece a imaginar sobre o que elas falam. Será que elas estão planejando construir um disco voador? Ou nadar até a África? Quem sabe elas vão começar a dançar bem ali. O bom é que você faz o tempo passar mais rápido e chega logo ao seu destino.” – Brincadeira rotineira na minha família é inventar diálogos com as pessoas. Nunca o fizemos no ônibus, mas em bares e festas é de praxe! Determinamos quem fará o papel de quem e começamos os diálogos mais absurdos possíveis!

ESTUDAR LATIM: “Ok, tarefa difícil, mas depois de estudar latim você vai passar a entender muito mais como funciona a língua portuguesa.” – Pois é, um dia na minha vida eu cismei que ia estudar latim. E ia pra UFMG feliz da vida! Mas, como se pode imaginar, as aulas eram extremamente chatas. Só que a professora morava perto da minha casa, gostava muito de mim, e eu não quis magoar os sentimentos dela. Estava com uma infecção na orelha e na hora de contar pra professora que eu estava saindo do curso, ela quis saber o motivo e a única coisa que me veio à cabeça foi a orelha. Inventei uma história dramática sobre uma micro-cirurgia de reconstituição da parte perdida (que se reconstituiu sozinha, viu gente? Não sou monorellha) que exigiria certo período de repouso para recuperação blá blá blá...

IR SOZINHO AO CINEMA. E GOSTAR: “Pegue sua pipoca e seu refrigerante e se sinta a pessoa mais independente e autossuficiente do mundo.” – Quem mora em Belo Horizonte sabe o que é um passeio no shopping Norte. NADA! O shopping tem um supermercado, duas lojas de perfume, três de calçados, meia dúzia de lojas de roupas, uma loja de revelar fotos, uma de brinquedos, uma praça de alimentação e um cinema. Há uns bons anos atrás fui ao shopping revelar umas fotos (bota bons anos nisso), e claro, nesse mundo precário, a revelação não ficava pronta em uma hora, mas em duas! O que fazer durante duas horas num shopping no meio do nada, onde não há nada? Fui ver Elektra. Me senti a pessoa mais solitária do planeta! Mas com o tempo me acostumei, e hoje acho que não há nada mais relaxante que ir ao cinema com a melhor companhia do mundo: EU!

RECHEAR SEU QUARTO COM SUAS FOTOS FELIZES: “E toda a vez que você parar para reparar nelas, lembrar de cada momento e dar um sorriso largo. Todas as vezes.” – A paixão por fotos veio como herança da minha mãe. Admiro fotos profissionais, mas sendo uma amadora, admiro também as nossas caseiras! Tudo lá em casa é motivo pra tirar uma foto, imprimir e tacar num porta-retrato! Tenho uma estante no quarto cuja lateral conta com fotos de vários momentos da minha infância (tenho a estante desde os 7 ou 8 anos). Quando o espaço da estante acabou, comecei a colocar as fotos em quadros de ímãs, renovando sempre as fotos expostas! Um hobby particular!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Saudade



Certa vez li um artigo que dizia ser “saudade” a 7ª palavra mais difícil de ser traduzida, de acordo com as opiniões de mil tradutores profissionais. A palavra vencedora foi "Ilunga", uma palavra africana para descrever "uma pessoa que está disposta a perdoar quaisquer maus-tratos pela primeira vez, a tolerar o mesmo pela segunda vez, mas nunca pela terceira vez". Saudade foi definida como “sentimento nostálgico, sentir falta de alguma coisa ou alguém”, mas na oportunidade foi claramente especificado que o significado não é consensual.

Saudade é uma palavra usada só por aqui. Começou a ser usada na época em que o Brasil ainda era uma colônia, e serviu para definir a solidão dos portugueses numa terra estranha, a melancolia causada pela lembrança, e a mágoa que sentiam por estarem longe de entes queridos.

Analisando a etimologia da palavra, em latim solitas ou solitatis é solidão, na forma arcaica de soedade, soidade e suidade. Salute, salutatione, salutare é saúde ou saudar, o que faria de saudade uma junção de solidão e saudação, exprimindo o sofrer de quem fica a esperar o retorno de quem partiu.

Traduzir tudo isso realmente não é tarefa fácil. Saudade não é só sentir a falta de algo que não existe mais, de alguém que partiu... É possível sentir saudade de uma pessoa que ainda está presente, sentir saudade de quando o filho era neném, do marido na época do início do casamento. É possível sentir saudade de um lugar que ainda existe, mas que foi visitado num momento único. É possível sentir saudade de uma música que ainda está disponível para download, mas que jamais será ouvida com o mesmo carinho que fora no passado. Que jamais remeterá à mesma pessoa a quem remeteu um dia. Que jamais será dançada com o mesmo entusiasmo. Dá pra sentir saudade de um sabor, de um cheiro...

Saudade é lembrança boa e ruim ao mesmo tempo, é a esperança do reencontro, é a sensação repentina de passado, é um aperto no peito, uma gastura sem fim, a dificuldade de engolir. É o que fica do que não pode ficar, do que não pode mudar... Saudade é o que tá apertando meu coração agora que tô escrevendo isso aqui...

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

¼ de século


Fazer 25 anos é uma coisa um pouco assustadora. Já se vende cremes anti-rugas para moças dessa idade. Os 30 anos estão mais próximos que os 15, que por sinal, lembro-me deles como se fosse ontem... Minha mãe, com essa idade, já tinha casado, tinha uma filha, e estava prestes a se divorciar! E eu nem namorado tenho! E ainda que tivesse, casamento seria um plano que não estaria na minha mente. Pelo menos no momento.

Chego aos 25 anos com espírito adolescente. É bom demais ter um espírito jovem, mas hoje, especialmente hoje, isso me preocupa muito! Quando pequena, 25 anos parecia uma idade de perfeição e maturidade. Já teria um emprego dos sonhos, uma casa dos sonhos e um marido igualmente encantador! As pessoas de 25 anos me passavam essa imagem: são independentes e grandiosas! E cá estou eu, do auge de meu ¼ de século, me perguntando se, aos olhos das crianças, serei eu uma pessoa tão admirável assim? E me assusta muito pensar que não me destaco tanto. Sim, já fiz coisas admiráveis, poxa! Não é pra menosprezar minhas experiências também! Não é qualquer um que chega aonde cheguei, que passa pelas experiências que passei, conhece as pessoas que conheci, os lugares que visitei... Mas ainda não saí de casa, minha mãe ainda paga a maioria das minhas contas e minha vó continua lavando minhas roupas. E arrumando meu quarto. E fazendo a comida. Que por sinal, eu não sei fazer! Não tenho minha casa ou meu carro. Minha aquisição mais cara até hoje foi a TV do meu quarto e meu maior sonho até hoje é conhecer a Disney.

Chego até aqui e ao olhar pra trás fico preocupada. Sou adulta, mas ainda tenho muito de menina. Já deveria ser totalmente adulta? Chego até aqui e ao olhar pra frente fico temerosa. Se não sou totalmente adulta, o que está por vir vai me tornar uma? Serei uma adulta diferente da menina que fui e que sou? Vou mudar, é certo, mas será que vou mudar muito? Mudanças são temidas, mas como diria Martha Medeiros, não há outro combustível para essa travessia. E é assim que atravesso para o próximo ¼, com todos meus sonhos, desejos e esperanças infantis! Mas carregando toda minha experiência adulta para, nessa nova fase, encontrar um meio termo entre ser a eterna menina e a grande mulher!

E parabéns pra mim!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Isso também vai passar


Desde quando li um pequeno texto contendo essa frase como lição de moral, tenho me atinado muito pra ela. Acho que todo mundo conhece o texto. São várias formas de abordagem, mas todas com o mesmo final.

Resumindo, trata-se de um rei que, ganhando um anel de presente, solicita a um sábio que elabore uma frase a ser colocada dentro de um anel, que vai ser utilizada em momentos de extrema necessidade. Pelo fato de ser escrita em um anel, deveria ser pequena, mas conter tudo aquilo que o rei precisaria saber quando esses momentos chegassem. O sábio devolve-lhe o anel, e pede que somente leia a frase quando o tal momento chegar. Pouco tempo depois o reino foi invadido e, percebendo que não valeria a pena lutar, já que seu exército era infinitamente menor que o exército invasor, o rei decidiu fugir sozinho para desviar a atenção dos invasores, que, perseguindo somente a ele, deixariam o reino em paz. Sentindo-se triste e sozinho numa terra distante, recorreu à frase do anel, onde leu: “Isso vai passar”. De alguma forma sentiu-se confortado. Passado tempo suficiente pros invasores terem desistido, retornou ao reino, onde foi recebido com muita festa! No meio de tanta alegria, procurou o sábio para agradecê-lo pelas palavras que lhe foram tão úteis. O sábio, percebendo o estado de euforia do rei, orientou-lhe a ler a frase novamente. E o rei, lendo novamente a frase, percebeu que aquilo também iria passar...

A moral sugerida pela história é que não devemos nos embriagar pelas grandes alegrias e nem nos deixar abater pelas grandes frustrações. Eu vou além! Aproveitar o momento é a lição que tiro dessa história. Porque a vida é feita de altos e baixos que vêm e vão a todo o momento. Comparo esse movimento com uma onda, ou com um eletrocardiograma (o que deixa minha análise mais profunda ainda). E se estou num momento alto, de alegria, sei que logo a frente virá uma dificuldade. Devo então aproveitar cada segundinho da minha felicidade. Ela vai passar! E se estou no meio de uma turbulência, preciso aproveitar os aprendizados que posso tirar dela e encontrar paciência suficiente para enfrentá-la, porque isso também vai passar...


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Começar um blog



Sábado este blog completou um ano! E muitas vezes, quando alguém comenta alguma coisa sobre esse cantinho meu que já virou um xodó, solta junto a frase: queria fazer um blog, mas nunca começo. Já tive essa incerteza também, e minhas dúvidas de começar a escrever ou não eram: Será que alguém vai ler? Será que vai agradar? Será exposição demais? Sobre o que escrever? Terei inspiração pra escrever tanto? Terei assunto? E pra quem se faz as mesmas perguntas, vim dar um empurrãozinho!

Começar a escrever um blog é o passo mais difícil de todos que eu encontrei até hoje. Os outros fluem facilmente! E pra ter todas essas perguntas iniciais respondidas de uma vez só, basta escolher um tema. Geralmente é bom escolher um tema sobre o qual você gosta de falar, e saiba falar sobre. Sabe quando você encontra um amigo que gosta de um certo assunto e vocês conseguem conversar sobre aquilo por horas intermináveis? Essa é uma boa pedida! Cinema? Maquiagem? Carreira? Séries? Moda? Viagens? Todo mundo entende muito sobre determinada coisa exatamente por gostar demais daquilo. Eu fui mais genérica, resolvi criar um lugar pra botar tudo que eu gosto. Corro o risco de não agradar todos os leitores em todos os posts, mas arrisquei!

Pensado o tema, tudo deverá se relacionar a ele: título, imagens, textos, vídeos, layout e até as cores! Não dá pra criar um blog sobre luta livre cuja letra é rosa (ok, exagerei). No meu caso, tinha pensado que, como falaria sobre vários temas, queria que tudo que as pessoas lessem, dissessem depois: “É, faz sentido!”. O domínio fazsentido, no entanto, já estava sendo usado e só mudei o tempo verbal da frase a ser usada pelos meus futuros leitores para: “É, fez sentido!”, e para conseguir essa resposta bastou fazer a pergunta: FEZ SENTIDO?. As letras, cores e o fundo foram escolhidos para não remeter a um só tema, um só gosto ou uma só categoria, mas ainda assim mostrar que isso aqui é escrito por uma mulher!

Os assuntos, acredite, surgem de onde menos se imagina! Gosto sempre de deixar alguns posts reservas pras baixas temporadas de inspiração (Vocês não têm idéia da quantidade de tops five guardados! São os mais fáceis de fazer!). E quando os assuntos não surgem, sempre tem alguém fazendo um pedido. É o que mais nos anima! Pois não é sempre que os posts lidos são comentados. Na verdade, os comentários raramente aparecem! Mas sempre aparecem elogios, críticas e sugestões de outras formas, desde o momento em que você não encontra um amigo há tempos e quando encontra, ele solta: “Uau, leio seu blog e acho fantástico!” aos retweets e “curtidas” no twitter e facebook! Além do fato de ser sempre ótimo escrever e expressar opiniões! Escrever em um blog é uma experiência muito agradável que eu recomendo a todos!

P.S.: Falando em começos, essa semana inicia uma nova etapa pra minha irmã mais ninitinha! Parabéns pela formatura, Teté!

terça-feira, 12 de julho de 2011

TOP FIVE (Das modas estranhas)


Nunca fui de ligar muito pra moda. Penso que o importante é vestirmos e usarmos aquilo que nos faz bem. Quando vem uma moda que agrada nosso gosto: ótimo! Mas quando cismamos de usar tudo quanto é coisa lançada nesse mundo apenas para “estar na moda” não dá certo. Além de não se sentir bem, você acaba passando pras outras pessoas a impressão de uma certa falta de personalidade. Adequar a moda aos nossos gostos e padrões vá lá, mas nos adequarmos a ela? Sermos escravos e usarmos apenas aquilo que nos é imposto? Vale repensar! Vou deixar registradas as cinco modas lançadas ultimamente que detestei! Mas lembre-se, gosto é gosto! Essas modas não se adequaram ao meu principalmente por me remeterem a outras imagens, mas se elas se adequaram ao seu, não se sinta ofendido! Sim, eu te acho estranho, mas quem não é?

CLOGS

Clog é uma palavra em inglês para denominar tamanco, mas até o ano passado eles sempre foram conhecidos por aqui como babuche. Pra mim parece aqueles tamancos holandeses. Preciso fazer mais algum comentário?

FLÚOR
A Impala ano passado lançou uns esmaltes fluorescentes lindos! Comprei quase toda a coleção! Um rosa, um roxo e um laranja. Só ficaram de fora o verde e o amarelo, que deixei de lado por me lembrarem demais aquelas canetas marca-texto. Quando assustei, não era o esmalte em si a moda, mas a fluorescência. Pra todo lado camisetas, tops, vestidos, bolsas, sapatos, relógios, lenços, maquiagens... Tudo demais! De repente o mundo virou um grande episódio de teletubies que, além de ofuscar as vistas, me fez enjoar dos meus pobres esmaltinhos...

OVER KNEE BOOTS

Não adianta! Ver alguém usando over knee boots, aquelas botas acima do joelho, só me traz duas lembranças: paquitas e uma linda mulher. E eu tento me fixar muito na imagem das paquitas pra não ofender ninguém!

CALÇA SARUEL

É isso mesmo que você está pensando que me faz não gostar de calça saruel. Mas como eu sou mais crítica que o normal, vou além dessa crítica imunda aí da cabeça de vocês! Calça saruel é tipo a calça do Aladdin, ou aquelas calças usadas nas danças gaúchas! Fica parecendo que você vestiu um saco e amarrou as pernas, além do fato de ela não favorecer em nada as formas do corpo!

CROCS

Pode falar o quanto quiser que não existe conforto igual. Crocs é sapato de criança! Se você tem acima de 10 anos e usa esse calçado perto de mim, na minha cabeça não vai passar outra palavra que não seja: cresce!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Pratique gentileza!


Das minhas muitas características que fazem as pessoas se lembrarem de mim, gentil não é a primeira resposta. Engraçada, sarcástica, inteligente, amiga, divertida, retardada, feliz, sem noção e animada são respostas corriqueiras. Muitas vezes sou lembrada ainda pelas traulitadas que solto. A melhor amiga diz a meu respeito: se você ganhou uma traulitada da Natália, é que ela está começando a gostar de você. Não dou traulitadas em quem não tenho intimidade. Sou seca, mas traulitadas são exclusivas pros queridos! Esse post nasceu de uma traulitada, inclusive! Ao pedir sugestões para posts no facebook, recebi só uma resposta, o top five dos esmaltes! Fiz o post e o dediquei a várias amigas, incluindo à Roberta, que deu a sugestão. A irmã dela veio me chamar de puxa saco e, mexendo com a pessoa errada, levou uma traulitada! E eu, mexendo com uma pessoa igualmente errada, tive que ouvir: então aqui vai outra sugestão pra post: pratique gentileza! Aí está Raquel, post em sua homenagem!

O engraçado de toda história em torno da gentileza é o fato de ninguém se lembrar de mim ao ouvir essa palavra, mas ser uma das práticas que eu mais admiro e a pratico com freqüência. Visito asilos, creches e canto com o coral em hospitais. Faço trabalhos voluntários na igreja. Ajudo a idosas descerem do ônibus, atravessarem a rua e carregarem sacolas. Solto elogios quando vejo que uma pessoa se esforçou muito para ficar bonita, ou quando ela não se esforçou nada, e mesmo assim conseguiu ficar radiante. Gentileza não tem que ser forçada. Não tem que ser declarada. Não tem que ser anunciada. São pequenos e discretos gestos capazes de transformar vidas. Aquilo que te faz sentir o espírito do natal passado! É um sorriso de quem menos se espera. É uma gargalhada que consegue contagiar. Delicadezas que representam mais que convencionais e vazios obrigados, desculpas e licenças. Colocar-se no lugar do outro, entender de sentimentos, expô-los, apreciá-los... Mostrar preocupação, mostrar-se atento! Não sou lembrada por essa característica, porque ser gentil, afinal, não é característica. É atitude!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O Virginiano



Foi assunto de polêmica nas últimas semanas a mudança dos signos do zodíaco. Segundo alguns astrólogos, as mudanças no alinhamento da Terra podem ter “empurrado” as datas correspondentes aos signos astrológicos, me fazendo uma reles leonina. Detestei. Nada contra! Eu sempre gostei de signos. Influenciada por minha vó (leitora adepta de João Bidu), desde pequena comecei a gostar. Além dessa influência, gostava do fato de duas das três pessoas que mais amava no mundo (minha vó e meu primo – a terceira é minha mãe, de câncer) termos essa característica em comum. E gostava de pensar que por termos nascido num determinado período em comum, teríamos também muitas outras características parecidas!

Ainda hoje acredito no zodíaco! Não que a posição dos astros e estrelas influencia o que acontece no dia de cada pessoa. É impossível que todas as pessoas do mundo que nasceram no período de 23/08 a 22/09 estão precisando, hoje, mudar os hábitos alimentares para não prejudicar a saúde. Por isso não leio esses horóscopos que vêm no final da revista (ta, leio. Só não acredito!). Mas acredito que a época do ano que a pessoa nasceu influencia seu jeito de ser!

O virginiano, por exemplo. Minha mãe dá risada quando lê que virginianos são organizados. Com certeza ela lembra da pilha de roupas penduradas na cadeira do meu quarto. Ou do guarda-roupa da minha vó. Nem vou argumentar que somos organizadas dentro da nossa bagunça. Além de não deixarmos uma toalha molhada em cima da cama, por exemplo, pergunta sobre qualquer coisa nossa! Sabemos exatamente onde encontrá-las! Somos práticas e cuidadosas. Por isso vou além da defesa do fato de sermos organizadas ou não. Somos simplesmente detalhistas e observadoras. Ao extremo! Consigo descrever detalhadamente uma pessoa que só vi uma vez. Uma sala, ou uma casa que pouco visitei, ou como deixei meu quarto quando sai de lá hoje de manhã. Esse fato me faz gostar de trabalhos chatos, minuciosos, que exigem concentração. E me faz ser muito extremamente crítica. E não gostar de ouvir críticas. Tudo tem que estar perfeito: nos outros e em mim. Se não o está nos outros, falo. Se não o está em mim, não quero saber.

Apesar de parecer tranqüila, por dentro sofro de ansiedade e nervosismo. Apesar de parecer tímida, sei me comunicar. Às vezes por demais! Não gosto de atrasos e a rotina me cai bem. Não em todas as áreas da vida, óbvio. Mas nada me alegra mais que um dia com compromissos metricamente agendados e devidamente cumpridos! Tenho boa memória. Não agüento que me sufoquem. Não sinto necessidade alguma de aparecer. Pelo contrário, procuro ser discreta. Por isso falar que eu não sou mais Virgem é mais que uma piadinha insana ou um trocadilho infame. É uma afronta a tudo que sou!
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