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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Bolas verdes




Quando o assunto é visão, tenho dois momentos marcantes: um aos seis anos, quando comecei a usar óculos, e outro aos vinte e quatro, quando deixei de usá-los. Todos dois muito bem descritos pela Dra. Hahn, de Grey’s anatomy:

“Quando eu era criança, tinha dores de cabeça. Fui ao médico e ele disse que eu precisava de óculos. Eu não entendia isso. Não fazia sentido pra mim, porque eu enxergava bem. Aí, eu ganhei os óculos, os coloquei quando estava no carro, no caminho de casa e de repente… eu gritei. Porque as grandes bolas verdes que eu via durante toda a minha vida, não eram bolas verdes. Eram folhas nas árvores. Eu podia ver as folhas. E eu nem sabia que estava perdendo a chance de ver as folhas. Eu nem sabia que folhas existiam. E então: folhas!”

Precisava compartilhar minha alegria com vocês! E pra quem nunca viveu a sensação de poder voltar a enxergar, é só imaginar a cena acima! Porque é lindo e simples assim!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Academia na visão de uma nerd


Algumas pessoas nascem nerds, outras são obrigadas a se tornarem. O meu caso foi o segundo. Quando comecei a dar meus primeiros passos e, consequentemente, quando veio o início da vontade de correr, minha mãe descobriu uma pequena falha em mim: as pernas tortas! Não chegava aos 5 passos da corrida e caía de cara no chão. Minhas brincadeiras eram então as mais sossegadas possíveis, e quando cansava de brincar ia ler um livrinho.

A evolução desse processo me tornou uma pessoa muito hábil na leitura, mas por outro lado uma negação para qualquer esporte, o que faz de mim uma nerd. Função esta que tenho desenvolvido muito bem! Sempre fui muito visada pra passar colas, adoro ler, tenho gostado cada vez mais de filmes e séries, consigo identificar outros nerds (até mesmo aqueles que tentam se disfarçar de roqueiros, mas que usam um all star impecavelmente limpo), e como não poderia ser diferente, odeio atividades físicas.

Mas em meados de 2010 decidi que já era hora de me livrar daquela vida sedentária que estava levando, e por indicações do alergista e da nutricionista, matriculei-me em uma academia. Fugindo da musculação, parei na aula de spinning e a animação dos primeiros meses me levou a pagar as mensalidades até dezembro de 2011. Não deu outra: em janeiro já estava enjoada! Fui buscar meu dinheiro de volta e adivinhem? Me tiraram do spinning, me enfiaram em 5 outras aulas, me fizeram começar a correr na esteira meia hora por semana e ainda me incentivaram a levar uma coleguinha! Já viram um episódoio de Friends em que Chandler quer cancelar a academia e acaba levando o Ross junto? Prazer, Natália e Cristina (que trabalha comigo e começa na academia mês que vem).

Segunda e terça não posso! A nerd aqui tem aula na pós! Quarta-feira tem pump e step. O pump é punk! Uma musculação animada para mulheres. Com pesos mais leves e exercícios mais puxados, traz como resultados uma ótima noite de sono e uma péssima manhã de dor! Logo após o pump somos convidados a nos reabastecer com uma rica e nutritiva barrinha de cereais para que as pernas possam parar de tremer e começar uma animada aula de step. Do step eu realmente gosto! Tenho ritmo e pego os passos rapidamente. Ficamos subindo e descendo de um degrauzinho emborrachado batendo palma e pulando. Quinta-feira é dia de jump e local. Ah, o jump! Proporciono bons momentos de risadas para minha professora. É nessa aula que se nota a razão para todo meu desajeito! Os pulinhos que deveriam ser ritmados numa mini-cama elástica deixam minhas pernas tortas em evidência. A dorzinha de lado na barriga chega em menos de 20 minutos. O desengonço de uma mulher de 1.75m de altura é observado de longe. Já a ginástica localizada é aquela tradicional mesmo. Caneleiras, halteres, barra, colchonete. Sem muito segredo e constantemente abandonada. Sexta-feira é dia de um tal de circuito que num pode ser de Deus. Combinação de jump + alguma outra coisa. Depois uma corridinha básica e já chama o SAMU pra tanta tortura!


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Operação Verão



Penso que cada pessoa tem que se sentir bem e feliz com seu próprio corpo, independente do que os outros falam por aí, mas a partir do momento em que o que incomoda não são os comentários, mas a própria consciência, significa que algo tem que mudar. Com urgência. E esse momento chegou pra mim! Aprendi a conviver com os apelidos e comentários carinhosos da minha mãe que me chamava de pancinha e falava que iríamos nos mudar em breve pra um galpão, pois só assim eu conseguiria passar pelas portas (sim, delicada como um coice), mas nos meados de junho eu já não me sentia bem. Independente dos comentários dela. Independente dos padrões (???) impostos pelas globais e roliúdianas. Foi quando procurei uma nutricionista e comecei a freqüentar as aulas de spinning e hoje, apesar de não ter chegado ao meu objetivo final, estou plenamente satisfeita comigo mesma!

Mas desde o início do mês passado venho notando um fenômeno acontecendo na academia: a aula de spinning, que costumava ter vagas de sobra, hoje é disputada! Se não chego com 20 minutos de antecedência, fico sem bicicleta. E o mesmo acontece nas outras aulas de ginástica, no salão da musculação e na sala de pilates: SUPER LOTAÇÃO!

As pessoas, preocupadas com a chegada do verão, o peso e a exposição do corpo nas praias e clubes, ao invés de tomarem atitudes como a que tomei, ou seja, optar por hábitos saudáveis de alimentação e exercícios ao longo do ano, procuram desesperadamente por meios rápidos de emagrecer com dietas loucas e prática de exercícios exagerados, que podem (e muitas vezes irão mesmo) causar prejuízos à saúde.

Isso demonstra que as pessoas ligam tão-somente pra opinião alheia, que não se trata de saúde ou bem estar, mas de exibicionismo. Sinto que em março todas irão se debandar! Mas voltam novamente no fim do ano! Já quem opta por fazer a manutenção durante o ano ainda tem a regalia de cometer uma “extravagância” nas festas de fim de ano, justamente quando os malhadores veranistas estão de dieta!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Spinning

Sempre fui uma negação em qualquer esporte, e não falo só de vôlei, basquete, futebol, handball e afins. Minha capacidade de ser ruim em atividade física vai além, chegando a queimada, pique-pega, esconde-esconde, pular corda, elástico, sete pecados e qualquer brincadeira que vier a sua cabeça que envolva essa área! Sabe a ultima pessoa a ser escolhida pra ser do time? Era eu! Sabe a pessoa que sempre era “carta branca”? Era eu! Mas isso nunca me atingiu psicologicamente! Não ligava de ser reserva nas olimpíadas, de ficar lendo revista nas aulas de educação física ou ser a melhor amiga da professora pra ganhar o suficiente pra passar de ano. Nunca me atingiu socialmente também! Tenho meus métodos de conseguir amigos, sou extremamente crítica e palhaça! E na escola aquela cola numa prova mais difícil acabava com os problemas que as piadinhas não tinham resolvido.

Mas tudo passa, e ainda bem! Não sou mais obrigada a praticar esporte! Mas sempre tem aquela conversa que tem que fazer alguma atividade física, faz bem à saúde e blá blá blá... Mas quando é você que se incomoda que ta sedentária demais, o bicho ta realmente pegando!

Foi quando tentei entrar na academia! 3 VEZES! Me animo, matriculo, faço avaliação, vou uma semana e é o tempo suficiente pras pessoas começarem a achar que podem entrosar com você! Vêm puxar papo no momento que você está no meio do exercício no banco adutor: “Malha há quanto tempo? Toma algum suplemento?” Que hora de puxar conversa, e que jeito! Isso pra não falar do tal do “Vamos revezar?”. Já leva de cara um NÃO bem seco e um “já estou quase acabando” educadamente falso. Além do que ninguém olha nos seus olhos! As pessoas conversam com você olhando pro espelho, procurando o ângulo que a deixe magra suficiente pra uma conversa. Me irrita!

Tentei então caminhada, mas muito monótono. Tentei correr, muito agitado! Natação, no verão ate vai bem... E finalmente encontrei a solução: SPINNING! Você entra numa sala escura e sem espelhos! Ninguém fica reparando na gordurinha alheia, e nem na própria, num dá tempo! A música é tão alta que também não dá pra puxar papo! Você se concentra em você, no seu exercício, na sua saúde e mais nada! Até os problemas parecem não existir! Cabeça leve, ouvidos limpos, coração saudável e corpitcho em forma!
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