sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Lista de fim de ano




Sou uma fiel adepta das listas, cronogramas, tabelas, agendas e planejamentos. E na medida que o último dia do ano se aproxima, uma súbita coceirinha aparece na minha mão: uma vontade de fazer a tal lista de projetos pro ano novo. E por muitos anos a fiz: esse ano vou arrumar um namorado, emagrecer 8 kg (porque 7 é número de mentiroso, como dizia minha vó), fazer uma loucura, pôr um piercing, fazer uma viagem inesquecível, me aproximar de velhos amigos, mudar o visual. Algumas coisas eram cumpridas, outras deixadas pra trás... Ano que vem, quem sabe!

Na virada de 2011 resolvi fazer diferente: Sem listas dessa vez, vamos ver o que acontece! E vou te contar que não houve planejamento melhor: consegui dar o primeiro passo pra reforma do meu quarto que planejava há anos! Depois de anos de adolescência insistindo pra minha mãe me deixar passar o carnaval em Ouro Preto, esse ano eu fui! E imaginem a frustração da pessoa ao descobrir que não aguenta o pique mais, e carnaval de rua mesmo só pulei um dia. Os outros pulei com meu sobrinho dentro de casa! E falando em sonho de adolescência, vi Backstreet Boys cantar "As long as you love me" pra mim a 5 metros de distância! Ganhei ingresso pro show do Jack Johnson, e também o vi cantar pertinho (mais ou menos)... Fui no que disseram ser o último show do exaltasamba na cidade, mas depois disso já tiveram uns 3! Conclui uma pós-graduação e arrumei um namorado, que não me aguentou mais que 10 dias... Mas tive a vida transformada por dois homens: um que curou minha alergia, e outro que me livrou dos óculos! Ensinei minha mãe a gostar de séries, frequentei a academia por longos 10 meses, comecei umas 3 dietas diferentes, e não vi resultado nenhum! Vi um zilhão de filmes, e contei pra vocês o que achei de vários! Empolguei com o blog, desempolguei, mas juro que agora empolguei de novo! Li tantos livros que não consigo nem lembrar... Descobri junto com um primo que tá lááá em Brasília uma paixão em comum por reality show musical! Escutei muita música boa... Escutei muita música ruim... Fui aceita num novo coral que me levou pra um festival internacional! Que me levou pra rede globo! Descobri amizades verdadeiras, mas a maior descoberta mesmo foi saber que a vida só vale a pena por conta das pessoas que estão na nossa vida, estejam elas perto, estejam elas longe, estejam elas alheias do quão importante são!

Essa é a lista que vale a pena fazer no último dia do ano! Saber que os últimos 365 dias que passaram não foram fáceis... Lembrar que quando quase pensamos em desistir e jogar tudo pro ar, houve uma reviravolta que nos fez lembrar apenas da parte boa, que nos fez tirar apenas o melhor de cada situação! Resolução pra 2012? Sim, tenho uma: minha vida vai mudar completamente na madrugada de amanhã... O que vai acontecer? Não sei, te conto ano que vem!

sábado, 26 de novembro de 2011

Filha única


"Você tem sorte de não ter irmãos..." Taí uma das frases que mais ouvi na infância, e que até hoje, vira e mexe, a escuto por aí! Irmãos são chatos, provocam, irritam, estragam nossos brinquedos, mexem em nossas coisas sem pedir permissão, nos deduram para os pais... Sorte tem você! Tudo que seus pais tem, vão pra você... Não tem que dividir presentes, não tem que dividir o quarto, não tem que dividir carinho...

E nessa visão limitada, não demora muito para nosso estereótipo ser criado. Somos "sortudos", mas um tanto quanto mal falados! Filho único é frágil, caprichoso, mimado, tímido, egoísta, superprotegido, tirânico até... Mas vou te contar, o maior problema do filho único é a solidão.

Claro que ao longo do caminho vamos agregando irmãos: cativamos os primos, adotamos os amigos, e eu ainda tenho o privilégio de ter dois meio-irmãos que enchem a boca pra me chamar de irmã. E que ao fazê-lo, me enchem de orgulho. E é claro que aprendemos a nos virar sozinhos na maior parte do tempo. A brincar sozinhos. Inventar sozinhos. Estudar sozinhos. Conversar sozinhos. Imaginar sozinhos. Mas nada disso preenche o vazio das horas que, chorando no travesseiro, desejo como nunca estar no colo de um irmão. Ou quando, levando uma bronca da minha mãe, não vejo ninguém do meu lado pra me acobertar. Quando vejo todas as expectativas voltadas para mim. Quando dou muita risada de algo extremamente bobo, de algo que só um irmão saberia rir igual. Quando sinto que o peso de cometer um erro pesa mais nas minhas costas do que nas costas das pessoas que tem com quem dividir isso.

Não, não tenho sorte de não ter irmão... Tenho sorte de saber me virar com o que a vida oferece, de ter minha mãe tão perto e tão exclusiva, de dar valor às pessoas de forma inexplicável e ter um retorno imenso disso. Tenho sorte de saber me virar sozinha na maior parte do tempo. De não me incomodar em ter que me virar sozinha na maior parte do tempo. Mas extremamente azarada de saber que ter um irmão pra se virar com você tornaria tudo mais simples...

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

TOP FIVE (Dakota Fanning)


Sou fã dessa menina desde quando ela era bem novinha. E ao assistir um filme de quando ela ainda tinha lá seus 8 anos e um filme recente, percebemos o quão rápido o tempo passa, e o quanto algumas coisas não mudam. O talento dela é prova viva disso! Dakota Fanning é excelente atriz desde criança, e ta aí pra mostrar que isso nunca vai mudar!

UMA LIÇÃO DE AMOR - Em seu primeiro filme, aos 8 anos, Dakota interpreta Lucy, filha de um pai solteiro que possui uma deficiância mental. Extremamente ligados um ao outro, pai e filha estabelecem uma relação sadia e repleta de amor até que uma assistente social o julga incapaz de cuidar de uma criança, já que ela completara 7 anos, o que corresponde à idade mental do pai. Disposto a tudo para recuperar a guarda de Lucy, ele consegue o auxílio de uma bem-sucedida advogada, em cenas que comovem todos os espectadores.

GRANDE MENINA, PEQUENA MULHER - De um lado Molly Gunn e de outro Lorraine Schleine (Ray). Molly é uma jovem que, ao perder os pais em um acidente de avião quando ainda criança, se viu milionária e sem ninguém para lhe impor limites. Desse modo, cresce sem assumir responsabilidade alguma, vivendo seu próprio conto de fadas moderno. Ao levar um golpe do contador e perder toda sua fortuna, se vê obrigada a trabalhar como babá. Assim conhece Ray, uma criança que, tendo um pai em coma e uma mãe 100% dedicada ao trabalho, se tornou extremamente responsável, cismada, hipocondríaca e irritantemente adulta. O encontro desses dois mundos exagerados rendem risos e lágrimas, no filme mais "gracinha" que já assisti!

CHAMAS DA VINGANÇA - Um ex-agente da CIA, torturado pelas lembranças de seus atos passados, torna-se alcoólatra e decide sair dos Estados Unidos. Ao visitar um antigo colega no México, ele recebe uma proposta para se tornar guarda-costas da pequena Pita (Dakota Fanning), filha de um poderoso empresário mexicano. Creasy, inicialmente relutante em aceitar o trabalho, acaba se apegando à garotinha e quando a pequena é sequestrada, o sujeito resolve se vingar de todos os responsáveis, diretos e indiretos, pelo que ocorreu. Diferente de Grande menina, pequena mulher, Dakota Fanning brilhantemente se mostra uma criança precoce, porém inteiramente inocente, tirando de si todo o exagero adulto exigido na comédia anterior. 

A VIDA SECRETA DAS ABELHAS - Um amadurecimento notável de duas pessoas: Dakota Fanning, que claramente deixa pra trás qualquer ar de criança, e Lily, a personagem interpretada por Dakota que, após ter matado acidentalmente a mãe, cresce com essa culpa e única lembrança da mãe. Mora com um pai rancoroso e agressivo e com a  e a empregada negra Rosaleen. Depois de vivenciarem um ato de violência na busca pelos direitos civis da empregada, as duas, guiadas por uma foto da mãe de Lily, fogem para o apiário de August Boatright e suas irmãs, June e May, o que muda suas vidas para sempre.

THE RUNAWAYS - O filme traz a história da banda The Runaways, grupo que alcançou imenso reconhecimento como a primeira banda de sucesso de rock formada apenas por mulheres, na década de 70. Recheado de sexo, drogas e rock n' roll, é o filme que traz à cabeça a frase: É Dakota, você cresceu...

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Novas séries

Como me encontro num estágio MEGA orgulhosa de mim mesma por estar tão em dia com todas as séries que acompanho, me dei ao luxo de começar a assistir duas novas séries.


A primeira se chama Once upon a time, a série mais gracinha e mais indicada para todas as idades! Tudo começa com a cena final de A branca de Neve, quando o príncipe encantado dá o famoso beijo que a desperta do sono provocado por uma maçã envenenada. Porém, no casamento, a bruxa ameaça a todos com uma maldição: lançar um feitiço na cidade fazendo com que todos os habitantes, seres dos mais diversos contos de fadas, esqueçam que são seres de contos de fadas, e vivam assim para sempre sob os comandos dela num mundo em que o tempo simplesmente não passa, e o feliz para sempre não existe. É quando a Branca de Neve procura por Rumpelstiskin, um adivinhador do futuro, para que ele preveja uma solução. Ele dá a ela a esperança de que a criança que ela espera, Emma, voltará à cidade quando tiver 28 anos para salvá-los. 28 anos depois, Emma, que não faz ideia de que um dia fez parte desse mundo encantado, reencontra o filho que havia dado à adoção 10 anos antes, e ele a leva de volta à cidade. Mas lá, nada mais é o mesmo. Ninguém mais sabe ser Gepeto, Príncipe ou Grilo falante. Num misto de cenas atuais com cenas dos acontecimentos passados, Once upon a time se revela um conto de fadas contemporâneo encantador!


A segunda também se trata de um clássico trazido para os tempos modernos: Sherlock! É uma série super pequena, de apenas 4 episódios em sua primeira temporada, que reproduz a técnica da dedução utilizada por Sherlock Holmes nos dias atuais. Assisti mais por ser uma grande fã de Sir Arthur Conan Doyle que qualquer outra coisa, mas confesso que o fato de a série ter apenas 4 episódios me animou ainda mais! Enfim, vamos ao que interessa: até o momento só assisti o episódio piloto, que se mostrou bem fiel ao estilo dos livros. Intitulado ironicamente "Um estudo em rosa", fazendo uma analogia ao primeiro romance "Um estudo em vermelho", o episódio, tal qual como o livro, trata de mostrar como Sherlock conheceu Dr. Watson e desenvolver o primeiro caso da dupla (não tão elaborado quanto o original, já que só tinha o espaço de uma hora para apresentá-lo e resolvê-lo). Além disso, o episódio consegue nos cativar ao inventar os personagens principais como seres desse século: Sherlock, como não poderia ser diferente, um hiperativo interessado nas mais avançadas tecnologias para aplicar seus métodos dedutivos, e Watson, um médico que serviu no atual Afeganistão, afastado por ter sido baleado na perna e fiel como nunca. Um excelente passatempo para os fãs!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Feliz por nada


Sei que estou em falta com o blog, mas encontrei um novo vício que simplesmente não consigo largar! Nem a chegada do box da sétima temporada de Grey's anatomy desviou minha atenção. Me refiro ao livro da Martha Medeiros, "Feliz por nada". Já tinha lido várias frases da autora na internet, e a cada frase lida aumentava minha curiosidade de conhecer melhor o trabalho dela. Quando, finalmente, em uma das minhas inúmeras visitas à livraria, dei de cara com esse tal de "Feliz por nada". Comprei e desde então não larguei! São mais de 80 crônicas reunidas falando dos mais diversos assuntos, como família, amor e amizade. Diz minha mãe que parece que sou eu escrevendo (baita elogio, mas de mãe não vale, né?). Sei que são muitos textos, mas é uma leitura tão gostosa e rápida, que logo logo volto a dar as caras por aqui! Prometo! Enquanto isso deixo pra vocês a crônica que dá título ao livro:
 

"Geralmente, quando uma pessoa exclama "Estou tão feliz!", é porque engatou um novo amor, conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada.

Digamos: feliz porque ainda é abril e temos longos oito meses para fazer de 2010 um ano memorável. Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz porque se achou bonita. Feliz porque existe uma perspectiva de uma viagem daqui a alguns meses. Feliz porque você não magoou ninguém hoje. Feliz porque daqui a pouco será hora de dormir e não há melhor lugar no mundo do que sua cama.

Esquece. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.

Feliz por nada, nada mesmo?

Talvez passe pela total despreocupação com essa busca. Essa tal de felicidade inferniza. "Faça isso, faça aquilo". A troco? Quem garante que todos chegam lá pelo mesmo caminho?

Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando "realizado", também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma. Consciência. Felicidade é ter talento para aturar, é divertir-se com o imprevisto, transformar as zebras em piadas, assombrar-se positivamente consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo? Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.

Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.

Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se consumir tanto?

A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa.

Feliz por nada talvez seja isso."
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