Já conhecem essa velha história né? Azar no jogo, sorte no amor. Vou poupá-los de toda minha história amorosa e resumir simplesmente assim: tenho MUITA sorte no jogo. Na verdade não tenho não! Tenho azar no jogo, azar no amor.
Assim como num jogo, a vida é feita de pontos e regras. Existem regras a serem seguidas e, uma vez não cumpridas, levam à perda de pontos. Ao que me parece, nos relacionamentos, uma ramificação da vida, é essa a regra prevalecente: a maioria das pessoas, ao se relacionarem com outras, aproximam-se por admiração e, na medida em que o tempo passa, que as conhecem melhor e que experimentam suas atitudes, subtraem pontos. Fez algo certo, ok! Seu conceito ainda ta em alta! Fez coisa errada? Perdeu ponto. Ou pontos...
Nunca aprendi essa regra. Ou me ensinaram errado. Ou aprendi errado, não sei. Ao se aproximar de mim, uma pessoa é neutra. Ou ainda, errada (tem aquelas pessoas que o santo simplesmente não bate...). Fato é que a pessoa permanece assim até mostrar acertos e então ganhar pontos.
Mas jogar com regras inversas pode ser perigoso, e nos fazer perder no final das contas. Perdi grandes amigos desde a infância ao distribuir pontos enquanto, do outro lado, eu só perdia. E foi assim que cheguei aos relacionamentos: com o azar de jogar invertido! Com o azar de ir agregando pontos a pessoas que só os subtraíam de mim. E quando eu finalmente conseguia classificar um vencedor, eu saía perdedora...
Talvez o amor não seja questão de sorte, não seja questão de azar. Talvez o amor seja simplesmente questão de achar uma pessoa que joga usando as mesmas regras que você. Para aí sim, se ter dois vencedores! Isso sim requer sorte!
