terça-feira, 12 de julho de 2011

TOP FIVE (Das modas estranhas)


Nunca fui de ligar muito pra moda. Penso que o importante é vestirmos e usarmos aquilo que nos faz bem. Quando vem uma moda que agrada nosso gosto: ótimo! Mas quando cismamos de usar tudo quanto é coisa lançada nesse mundo apenas para “estar na moda” não dá certo. Além de não se sentir bem, você acaba passando pras outras pessoas a impressão de uma certa falta de personalidade. Adequar a moda aos nossos gostos e padrões vá lá, mas nos adequarmos a ela? Sermos escravos e usarmos apenas aquilo que nos é imposto? Vale repensar! Vou deixar registradas as cinco modas lançadas ultimamente que detestei! Mas lembre-se, gosto é gosto! Essas modas não se adequaram ao meu principalmente por me remeterem a outras imagens, mas se elas se adequaram ao seu, não se sinta ofendido! Sim, eu te acho estranho, mas quem não é?

CLOGS

Clog é uma palavra em inglês para denominar tamanco, mas até o ano passado eles sempre foram conhecidos por aqui como babuche. Pra mim parece aqueles tamancos holandeses. Preciso fazer mais algum comentário?

FLÚOR
A Impala ano passado lançou uns esmaltes fluorescentes lindos! Comprei quase toda a coleção! Um rosa, um roxo e um laranja. Só ficaram de fora o verde e o amarelo, que deixei de lado por me lembrarem demais aquelas canetas marca-texto. Quando assustei, não era o esmalte em si a moda, mas a fluorescência. Pra todo lado camisetas, tops, vestidos, bolsas, sapatos, relógios, lenços, maquiagens... Tudo demais! De repente o mundo virou um grande episódio de teletubies que, além de ofuscar as vistas, me fez enjoar dos meus pobres esmaltinhos...

OVER KNEE BOOTS

Não adianta! Ver alguém usando over knee boots, aquelas botas acima do joelho, só me traz duas lembranças: paquitas e uma linda mulher. E eu tento me fixar muito na imagem das paquitas pra não ofender ninguém!

CALÇA SARUEL

É isso mesmo que você está pensando que me faz não gostar de calça saruel. Mas como eu sou mais crítica que o normal, vou além dessa crítica imunda aí da cabeça de vocês! Calça saruel é tipo a calça do Aladdin, ou aquelas calças usadas nas danças gaúchas! Fica parecendo que você vestiu um saco e amarrou as pernas, além do fato de ela não favorecer em nada as formas do corpo!

CROCS

Pode falar o quanto quiser que não existe conforto igual. Crocs é sapato de criança! Se você tem acima de 10 anos e usa esse calçado perto de mim, na minha cabeça não vai passar outra palavra que não seja: cresce!

sábado, 9 de julho de 2011

Coisa de mãe


Não fiz um post no dia das mães por uma razão muito óbvia: Minha mãe não tem um dia. Você pode se ater ao clichê “todos os dias são dias da minha mãe”, mas a minha mãe nem isso tem. Não são todos os dias que são os de minha mãe, mas toda minha vida. Cada segundo das vitórias e cada minuto de manota, são por ela, pra ela, por causa dela e dedicados a ela. Isso porque minha mãe não é como a sua. Claro, ela tem essas coisas de mãe:

- Leva a blusa que vai esfriar.
- Sai da chuva, você vai ficar gripada!
- Come mais, vai ficar doente hein?

Ou ainda essa coisa de se sentir responsável por minhas decisões e a irritante mania de querer resolver os problemas vindos delas, mesmo sem licença pra tal. Ou de querer prever as conseqüências pra tentar evitar meu sofrimento, de ser presente, muitas vezes impondo a presença... e incomodando com isso. De dar palpite, ter sexto, sétimo e oitavo sentidos, estar sempre certa, sentir à distância, enxergar nas entrelinhas, ler nos olhos e nas palavras não ditas. Minha mãe tem essas coisas todas que a de vocês também têm. Mas a cumplicidade, intimidade e liberdade que eu tenho com minha mãe? Duvido.

Chamo carinhosamente minha mãe de mocréia, e é carinhosamente mesmo. Quando estou com raiva, a palavra mocréia não passa perto. Quando queremos conversar alguma coisa que sabemos que a outra não quer ouvir, falamos: “preciso conversar, ache um tempo”, só pra não conseguirmos fugir. Temos brincadeiras e engenhocas que ninguém entende. Temos manias de amigas de infância. Temos conversas chatas intermináveis. Temos apelidos constrangedores. Temos brigas de assustar, e a sensação de que nosso amor só cresceu a cada uma. Mando mensagens idiotas no meio da tarde só pra fazê-la rir. Finjo estar doente só pra dormir na sua cama. E sim, faço algumas coisas só pra irritá-la. Posso machucar e tentar ser forte perto de qualquer pessoa. Dela não consigo. Perto dela sou frágil, mas ainda assim sei que posso tudo! Coisa de filha...

P.S.: Feliz aniversário, mãe! Faz carinho, dumdum... Faz carinho, dumdum... Faz carinho, dumdum...

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Pratique gentileza!


Das minhas muitas características que fazem as pessoas se lembrarem de mim, gentil não é a primeira resposta. Engraçada, sarcástica, inteligente, amiga, divertida, retardada, feliz, sem noção e animada são respostas corriqueiras. Muitas vezes sou lembrada ainda pelas traulitadas que solto. A melhor amiga diz a meu respeito: se você ganhou uma traulitada da Natália, é que ela está começando a gostar de você. Não dou traulitadas em quem não tenho intimidade. Sou seca, mas traulitadas são exclusivas pros queridos! Esse post nasceu de uma traulitada, inclusive! Ao pedir sugestões para posts no facebook, recebi só uma resposta, o top five dos esmaltes! Fiz o post e o dediquei a várias amigas, incluindo à Roberta, que deu a sugestão. A irmã dela veio me chamar de puxa saco e, mexendo com a pessoa errada, levou uma traulitada! E eu, mexendo com uma pessoa igualmente errada, tive que ouvir: então aqui vai outra sugestão pra post: pratique gentileza! Aí está Raquel, post em sua homenagem!

O engraçado de toda história em torno da gentileza é o fato de ninguém se lembrar de mim ao ouvir essa palavra, mas ser uma das práticas que eu mais admiro e a pratico com freqüência. Visito asilos, creches e canto com o coral em hospitais. Faço trabalhos voluntários na igreja. Ajudo a idosas descerem do ônibus, atravessarem a rua e carregarem sacolas. Solto elogios quando vejo que uma pessoa se esforçou muito para ficar bonita, ou quando ela não se esforçou nada, e mesmo assim conseguiu ficar radiante. Gentileza não tem que ser forçada. Não tem que ser declarada. Não tem que ser anunciada. São pequenos e discretos gestos capazes de transformar vidas. Aquilo que te faz sentir o espírito do natal passado! É um sorriso de quem menos se espera. É uma gargalhada que consegue contagiar. Delicadezas que representam mais que convencionais e vazios obrigados, desculpas e licenças. Colocar-se no lugar do outro, entender de sentimentos, expô-los, apreciá-los... Mostrar preocupação, mostrar-se atento! Não sou lembrada por essa característica, porque ser gentil, afinal, não é característica. É atitude!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Mineirês


Tem coisa que só mineiro tem: ser sócio de pelo menos um clube, passar férias em Guarapari ou Cabo Frio, comer o pão de queijo mais gostoso dessa vida, ser convidado pra pelo menos um churrasco nos fins de semana de verão, ir a festas feitas pra batata, pro milho ou pra cerveja no inverno, viajar pra praia e sentir falta de uma serra no horizonte... Mas se tem uma coisa da qual eu gosto e sinto orgulho de ter é o sotaque! E sempre tem algum fato que acontece que me faz ficar mais orgulhosa ainda dessa língua particular! O texto Sotaque mineiro: é ilegal, imoral ou engorda?, de Felipe Peixoto Braga Netto, alagoano apaixonado por Minas Gerais, infla meu ego. Conversar com pessoas de outros estados e perceber como meu sotaque é bem típico, vixe! Certa vez um primo de Brasília queria ter aulas de mineirês. Tal qual como num curso de inglês, ou francês. Queria aprender mineirês. Tudo por conta de um simples “arreda”. Qual é a desse povo que não entende o significado da palavra “arreda”? E quando a aplicamos numa frase é que eles ficam confusos mesmo!

- Primo de Brasília, red’um cadim pra lá?
- Ãhn?
- Arreda um cadinho pra lá? Não, não precisa levantar, é só arredar!

Pronto! Aulas básicas de iniciação: Tire o D das palavras, fazendo olhando virar olhano, e se virar espiano, melhor ainda! Faça o cuidar virar tomar conta, e quando estiver tomando conta, aproveita pra praticar: Tô tomano conta. Ah é, tem disso: estou é tô! Por fim, faça o virando virar virano. Reduza você pra ocê, e quando puder emendar, emenda! Com você vira cocê, pra você, procê, de você, docê. Em você, nocê, e se for em mim, é ni mim! Não é num, vamos é vão, pouco é bocado, pouquinho é poquim, que é bocadim, que é aquele cadim, usado lá na frase do arreda! Entendeu? Agora aplica:

- Num sei usar o docê. Vão aprender?
- Ora, mas é muito simples: “Gosto docê demais da conta!”
- Que lindo! Nunca vou aprender a falar assim.
- Tenho uma idéia melhor! Que tal intercâmbio?

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Saber perder


Por ser catequista, e por esse ano ter ficado responsável pelas crianças menores (por volta dos 6/7 anos), tenho vivido um desafio novo a cada semana: prender a atenção delas por uma hora e meia. Quem não lida com crianças nos dias atuais não faz idéia do quão diferentes elas estão das crianças de outras épocas, da criança que eu fui e das quais convivi quando ainda era uma. Elas estão muito mais espertas e vivas, e ficar falando durante uma hora e meia sobre o mesmo tema não cativa nenhuma delas se não houver algum outro atrativo.

Procuro assim, a cada tema proposto, levar uma brincadeira, um jogo ou uma dinâmica. E quando proponho algum jogo ou brincadeira, sou obrigada a enfrentar outro desafio: ensiná-los a saber perder.

Assim como em qualquer outra área da vida, é impossível ganhar o tempo todo. Do mesmo jeito que não iremos perder o tempo todo! De fato, perder não é fácil. Somos apegados à nossa imagem, ao que os outros pensam de nós e a derrota machuca, incomoda. Mas a criança deve aprender que as melhores armas numa disputa são o talento, o esforço, a inteligência e, sobretudo, a experiência que vem, principalmente, nas derrotas. Ninguém cresce na felicidade! Nesses momentos nos sentimos acomodados e simplesmente queremos manter esse estado. Já na derrota somos impulsionados a melhorar, a aproveitar essa oportunidade de aprendizado para fazer além do que fizemos e assim sermos mais. Mais capazes e mais felizes! Saber perder é tão essencial quanto ganhar. Ou até mais...

P.S.: Só explicando a foto pra quem não entendeu: Trata-se da geller cup, a taça entregue ao campeão do ano no futebol americano disputada pela família Geller (de Friends). Geralmente os finalistas eram os irmãos Monica e Ross, exemplos claros de pessoas que não sabem perder, comprovado no episódio Aquele do futebol americano, onde eles passam a tarde grudados em uma bola de futebol americano para não saírem perdedores!
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