domingo, 21 de julho de 2013

Presente de 20 de julho


Nessa era das redes sociais, um grande benefício que possuímos é a oportunidade de poder “reencontrar” pessoas que não víamos há muito tempo, e ver o que aconteceu com elas ao longo desses anos em que estivemos distantes. E apesar de, na maioria das vezes continuarmos distantes, de alguma maneira as temos por perto. Mesmo que nem a conversa seja constante, de alguma forma estão ao nosso alcance!

Hoje tive a oportunidade de vivenciar uma experiência única trazida por esta era. Ao escrever uma mensagem no celular destinada a alguns amigos, e ao entrar nos contatos para selecioná-los, os contatos do chip, os contatos do telefone e os contatos do facebook sincronizaram em uma lista que posso dizer que é a lista de uma vida. Passei por nomes que já não vinham na mente há um tempinho... Pessoas que foram tão importantes em determinados momentos da minha vida... Amigos de infância, de colégio em suas diversas séries, de faculdade, estágios, primeiro emprego, vizinhos, igreja, corais... Amigos de amigos, primos de amigos, amigos de primos... A vontade no momento foi encontrar uma opção de selecionar todos para que todos recebessem aquela mensagem. Para que todos saibam o quanto foram especiais em algum momento da minha vida. Talvez seria taxada de louca! “De onde essa menina ressurgiu?”, seria a resposta mais recebida! Fiz então uma pequena oração:

“Obrigada Senhor, por cada uma dessas pessoas que me enviaste no momento certo, e que fez minha vida um pouco mais leve, e um tanto mais feliz. Espero ter sido útil a cada uma delas, e que nesse momento elas possam sentir um pouco do carinho que senti por relembrar agora dos momentos que passamos juntos, ainda que não saibam que é o meu carinho que está chegando até elas. Proteja-as de todo o mal, e permita que nos reencontremos algum dia. Amém.”

Eis o meu presente de dia dos amigos! O enviado, e o recebido!


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Depois...


Pra eu ressuscitar este blog e desnudar minha alma como vou fazer agora, é porque maior que a vontade de desabafar e que a necessidade de aconselhar, só a saudade que apertou hoje...

Era 9 de setembro de 2012, quando meu pai, num ímpeto de cumprir um almoço de aniversário prometido desde o último 24 de agosto, me encontrou na missa de domingo. E depois de todas as conversas sem sentido costumeiras, todas as gracinhas e piadas de meus irmãos, na hora de me deixar na porta de casa, lembro com carinho do vovô e pergunto:

- Pai, como está o vô?
- Está bem branca, quer ir lá visitá-lo?
- Depois vamos! Estou cansada e preciso dormir...

Eis que exatas duas semanas depois chegou a notícia de que ele havia partido. Meu depois nunca chegou. No seu lugar, chegou a maior lição já aprendida assim, na marra mesmo: Não existe depois. E ponto. É isso.

Não deixe nada pra depois, e principalmente, não deixe as pessoas pra depois.

Não espere pra pedir desculpa, ou pra perdoar... Pra visitar ou pra ligar... Pra dar um beijo, ou um cafuné, ou pra abraçar... Pra dizer que ama, pra dizer que está com saudade, pra dizer que magoou, mas já passou. Ou pelo menos vai passar... Porque tudo passa, até a dor ou a raiva! O que fica são só as lembranças, o carinho imenso demonstrado nos menores gestos, as atitudes que te fazem ser único! A gentileza e o bom caráter! O cuidado, e principalmente o amor! E quer um conselho maior? Você precisa fazer isso hoje! Agora! Porque o que temos é só o hoje, e o agora! Depois? Não existe depois...


* Obrigada vô, por ter deixado tanta lembrança boa! Por ter estado sempre presente! Por me fazer chorar a cada vez que vejo um envelopinho! Por tanto cuidado... Cuida de mim! E Deus, cuida dele por mim!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Prazo



Êta palavrinha que anda lado a lado comigo ultimamente! Os advogados de plantão devem saber exatamente do que eu tô falando. Cada ato num processo deve ser feito num prazo – pra apresentar defesa, são 15 dias. Pra manifestar, 5. Apresentar suas considerações finais, 10. E nessa neura de não perder prazo e pôr o direito do cliente em jogo, os advogados vão se virando em mil e, no meio de tanto prazo, não nos resta prazo pra mais nada...

Vide este blog abandonado! Com toda a correria diária só pensando no tempo que tenho para cumprir prazos e traçando metas pra cumprir os que estão mais distantes e quem sabe ver na agenda um tempinho livre, acabei entrando num ciclo sem fim da neura por prazos e me perdi no tempo só pensando nele. O que começou com um passar de horas sem vê-las passar, se tornou um passar de semanas despercebidas, fazendo maio chegar num grande susto.

É ai que me obriguei a parar. Primeiro pra refletir. Depois pra rever minhas prioridades. Sim, meu trabalho é importante, e lidar com prazos inevitavelmente faz parte dele. Mas nessa vida, a gente só não acha tempo pro que não nos é valioso. Para todas as coisas que nos são estimadas, conseguimos dar atenção. Precisamos dar atenção.

Minhas séries são importantes! Encontro o diferencial entre as séries americanas e as novelas brasileiras por não achar maldade nas séries. É um dos meus meios de entretenimento favorito e que, depois de entrarem em hiatus, ficaram abandonadas. Abandonado acabou ficando também o primo com quem dividia comentários sobre as séries...

Ler livros é importante, e daqui de onde estou, vejo uma modesta pilha de livros que quero ler faz tempo! Ver filmes é importante, e a pilha desses já não é tão modesta... Sair com os amigos e passar um tempo com minha família é mais que importante, e “enrolada” é o adjetivo que mais tenho ouvido! Cuidar de mim, escrever no blog, estudar, distrair a mente, são todas coisas que estou reorganizando.

24 horas é um prazo que, de repente, virou perfeito pra fazer tudo que eu quero. Bastava esse primeiro passo: querer.



sábado, 14 de abril de 2012

Março em imagens


A ideia era fazer, no último dia de cada mês, um post resumindo o meu mês em imagens. Janeiro e Fevereiro ficaram pra trás, e já em meados de Abril tô tentando recuperar o tempo perdido e resumir Março em uma foto, que até explica todo esse atraso! A correria tá demais e só com muito café tô me mantendo em pé pra cumprir tanto compromisso! Mas aos poucos tô me adaptando às novidades, e aos poucos também vou voltando a escrever, porque tá fazendo falta, viu? Enquanto isso, continuo aliada ao novo e cada dia mais indispensável amigo café!


domingo, 26 de fevereiro de 2012

TOP FIVE (Duetos em séries)


Música é indispensável na vida, nos filmes e nas séries também. Completam as cenas, muitas vezes sendo indispensáveis para cliar o clima necessário, seja pra trazer tensão, seja pra nos fazer rir, seja pra nos fazer chorar. Nas séries, mitas vezes os próprios personangens cantam a música pra trazer o tal clima. Mas bom mesmo é quando eles fazem duetos!

THE BIG BANG THEORY - Sheldon tem uma musiquinha peculiar pra ser cantada quando ele está doente. E Penny teve que aprender a tal musiquinha pra ajudar o amigo nesses momentos! Mas bom bom mesmo foi quando Penny pediu pro Sheldon cantar pra ela... Ops, com ela!



GREY'S ANATOMY - Conheço a doença Alzheimer muito de perto, e ver Dr. Webber cantando pra acalmar a Adele, sua esposa, que estava tendo uma crise por conta de uma memória do passado que ela acreditava ser o presente foi de fazer os olhos encherem de lágrimas...


HOW I MET YOUR MOTHER - Quem assiste how I met your mother e nunca sentiu uma pontinha de inveja de Marshal e Lily? Eles formam o casal mais fofo, fiel, divertido e apaixonado. Mas um dia eles brigaram, e fizeram as pazes com música!


GLEE - Em glee tudo é música, o que fez a minha escolha de um dueto apenas tão difícil, mas tão difícil, que eu não a fiz. Joguei a bola pro primo que me indicou a série, e a escolha dele, claro, foi fabulosa! Rachel, que não podia ficar de fora de um post sobre duetos e Jesse, que eu adoro, no momento em que eles se conheceram!


FRIENDS - Podia ficar de fora? Chandler curtindo aquela fossa básica na cena mais deprimente que praticamente todo mundo já passou, escutando aquela música deprê, abraçando uma lembrança da pessoa que causou tanta dor (no caso dele, um sapato), e claro, contando com a ajuda dos amigos!


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Oscar 2012


Como fiquei muito satisfeita com o Oscar 2011, que além de ter me proporcionado a oportunidade de ver 10 ótimos filmes, não me deixou ficar alheia durante a premiação e me rendeu um excelente post, esse ano também resolvi assistir os indicados a categoria de melhor filme!


A árvore da vida - De verdade? O filme mais esquisito que eu já vi. Tudo começa com a cena de uma notícia da morte de um dos 3 filhos de uma moça. Depois aparece um casal adulto, e descobrimos ser o marido (Sean Penn) um dos tais 3 filhos, se desculpando pelo telefone com o pai por não se sabe o que. Em seguida temos, nada a mais, nada a menos, que 16 MINUTOS E 40 SEGUNDOS (contados) de cenas, ao que parece, retiradas do discovery channel, que passam das explosões do universo e erupções vulcânicas, aos dinossauros e águas-vivas. Por fim, quando pensamos que a história começa a ser desenvolvida, tudo não passa de trechos desordenados das memórias dos seus protagonistas, sem uma trama definida. Apesar de tudo isso, o filme não deixa de mostrar, a todo momento, cenas belíssimas e encantadoras, uma trilha sonora divina, atuações impecáveis e uma mensagem fabulosa da celebração da vida e do amor.


A invenção de Hugo Cabret - Hugo é um garoto de 12 anos que, após a morte de seu pai, um relojoeiro que trabalhava num museu, passa a morar nos relógios de uma estação de trem parisiense. Hábil em consertar relógios, o garoto utiliza suas habilidades para consertar um robô achado por seu pai, acreditando que o mesmo possui uma mensagem para ele. Mas o que ele não espera é esbarrar com pessoas que o revelará muito além do que ele imaginava encontrar: os encantos do cinema. O filme trás ainda uma mensagem muito bonita sobre o mundo, as máquinas, suas peças, as pessoas... Enfim, Scorsese é Scorsese. Não é a toa que recebeu 11 indicações.


Cavalo de guerra - Confesso que se não fosse pelo oscar, dificilmente teria assistido cavalo de guerra. É que filmes de relações humano-animais, bem como filmes de guerra, não me atraem. Mas confesso ainda que teria perdido a oportunidade de ver um excelente filme. "Apresentados" no momento do nascimento de Joey (o cavalo), ele e Albert criam uma relação de cumplicidade e carinho. Com o tempo são separados por uma grande guerra, mas decididos a se encontrar de novo. A trajetório de Joey, no entanto, não é fácil. Mas a maneira como ele enfrenta todas as situações faz dele o mais nobre dos soldados! E não se assuste pelas quase duas horas e meia de filme. Elas passam despercebidamente!


Histórias cruzadas - Eugenia Skeeter, recém-formada em jornalismo, após concluir a faculdade retorna à sua cidade natal no interior do estado do Mississipi, mas percebe ali um racismo exagerado. Revoltada com a situação das empregadas do local, que eram indispensáveis às famílias, mas extremamente maltratadas, resolve escrever um livro a partir do ponto de vista delas. E durante a redação desse livro, inúmeros fatos ocorrem. São cenas de preconceito, descaso e violência sim, mas que despertam o sentimento de revolta só nos espectadores, e não nas vítimas de tudo isso. Nelas, ao contrário, o sentimento é de determinação para mudar tudo aquilo! E o bom de vê-lo no cinema foi não chorar sozinha... No meio do filme escutamos várias fungadinhas!


Meia noite em Paris - Se lembram quando eu escrevi sobre como gostaria de ter nascido em outra época? É exatamente disso que o filme fala! Um rapaz, prestes a se casar, visita Paris com o desejo de viver ali, porém nos anos 20. E quando Notre Dame anuncia as 12 badaladas da meia-noite (ok, não sei se os sinos do filme são de Notre Dame, mas achei que ficaria uma frase de efeito)... Enfim, quando chega a meia-noite ele embarca numa deliciosa viagem à sua época favorita, tendo, inclusive, a oportunidade de conhecer grandes ídolos, como Pablo Picasso, Salvador Dalí, Cole Poter, Ernest Hemingway e Scott Fitzgeral.  Essa viagem, porém, o revela fatos que ele não conseguia enxergar no seu presente.


O artista -  Sempre digo que existem, basicamente, dois tipos de filmes: aqueles que trazem uma história, e aqueles que trazem uma mensagem. Exemplo: cavalo de guerra traz uma história. A árvore da vida, uma mensagem. Quem quer ser um milionário, história. Ensaio sobre a cegueira, mensagem. Alguns trazem os dois. Mas o artista me mostrou uma terceira classificação básica. Pra mim, além da história, além da mensagem, o filme mostrou principalmente a importância da música no cinema. Especialmente num filme mudo, onde só ela pode trazer o suspense, a comoção, a alegria e o drama necessários. Além disso tem a história: um astro do cinema mudo, George Valentin, vê sua carreira acabar com a chegada do cinema "falado". Consequentemente, casamento e dinheiro também se vão. Ao mesmo tempo uma nova estrela em ascenção, apaixonada pelo autor, surge. E o encontro dos dois, claro, é inevitável. Ah, tem também a mensagem, de amor ao cinema e toda sua história! Completo! Fantástico!


O homem que mudou o jogo - Outro tipo de filme que não chama a minha atenção são os de esportes. Especialmente quando se trata desses jogos que não entendo a dinâmica, como futebol americano, rugby ou baseball. O que acaba me deixando surpreendida com a maioria, já que os pego para assistir com a expectativa tão baixa. O homem que mudou o jogo traz muito do baseball, mas mostra tão mais além do jogo! Um gerente de um time de baseball, o Oklahoma Athletics, se une a um economista pouco experiente no jogo, mas analista brilhante com números, para tentar salvar o time que conta com poucos recursos financeiros. Sem ter como angariar grandes estrelas para o time, os dois resolvem arriscar, mudando toda as táticas, e acabam por criar uma perspectiva totalmente nova do jogo! Confesso que até eu fiquei apreensiva com os campeonatos. Com os placares, claro. As regras continuo sem entender!


Os descendentes - Esse filme conta a história um homem rico, lindo, morador do Hawaí (um paraíso) que, apesar de ter aparentemente tudo, não está imune às catástrofes da vida, como ele próprio descreve no início da narrativa. Acontece que Matt é um advogado que não está presente na vida da esposa e das filhas, mas se vê forçado a reexaminar suas prioridades depois que a esposa sofre um acidente de barco. Além de não fazer ideia de como lidar com as filhas, ter que aguentar a pressão dos primos e do estado sobre sua decisão a respeito da venda de um terreno da família, descobre que a esposa o traía. Apesar de um final clichê e previsível, Os descendentes é um filme envolvente e agradável.


Tão forte e tão perto - Preciso contar uma história antes de falar desse filme. Porque eu juro que cheguei a pensar que, por conta dele, eu só colocaria esse post no ar um dia antes da premiação, já que ele só estreia nos cinemas daqui dia 24/02. Procurei loucamente por um link para download, mas estava impossível achar legenda pra ele. Considerei até assisti-lo sem legenda. Com o inglês um pouco enferrujado, perderia algumas falas, mas já que assisto algumas séries assim e no fim das contas pego a mensagem geral numa boa, tentei. Mas novamente sem obter sucesso! Eis que no dia 15/02 descubro que haveria uma pré-estreia no dia 16/02. Cacei e cacei ingresso pra comprar, em vão! Só para convidados. Mas ao entrar num blog que acompanho sobre cinema, o cinema de boteco, estava lá, linda e graciosa, a promoção por um par de ingressos (com direito a pipoquinha e tudo mais). Ganhei, assisti, e adorei! Oskar e Thomas têm uma relação especial de pai e filho. Com as inúmeras fobias do filho, o pai inventa brincadeiras de busca que o incentivam a enfrentar seus medos. Mas com a morte de Thomas no world trade center, o menino passa a ter que lidar com a dor da perda. Mas parece que até nisso o pai pensou! Ao encontrar uma chave misteriosa no armário do pai, ele parte em busca da fechadura, vivendo a maior expedição que já fez! E apesar de toda tragédia envolvida, o filme tem diversas passagens bem-humoradas! Uma amostra de amor, coragem, aproximações e superação!

Minha aposta é O artista, embora minha torcida seja pro Cavalo de Guerra!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Qual o seu estilo?


Patricinha. Metaleira. Básica. Clássica. Esportista. Romântica. Nerd. Sexy. Elegante. Hippie. E porque não, até mesmo piriguete. Cada mulher tem seu estilo. Eu, particularmente, nunca tive um estilo pré-definido. Mas admiro demais aquelas pessoas a quem olhamos e a primeira coisa em que pensamos é: "como essa pessoa tem estilo!" Sabem se vestir, sabem transformar peças básicas em peças chaves, se comportam gentilmente, elegantemente, possuem postura impecável... São chiques!

Na minha opinião, o estilo é definido desde o momento em que nascemos e influenciado por tudo que vivemos. A partir de conceitos que nos são passados e percebidos, vamos criando gostos e adaptando aquilo ao nosso ser. Pronto, tá criado o nosso estilo!

E quando eu digo que não tenho estilo, não é que eu não tenha percebido e adotado nada na minha vida. Pelo contrário! Percebi e adotei coisa demais! Percebi que se sentir bem consigo mesma e conforto andam de mãos dadas. E aqui bato mais uma vez na tecla que estar na moda nem sempre é bom. Se a moda não combina com você, com seu corpo, seu jeito, e te deixa desconfortável em todos os sentidos, não vale a pena "estar na moda". Não resulta em estilo. Percebi que forçar um comportamento não é estilo. Estilo é criado naturalmente! E percebi que adequar um pouquinho do que mais se parece com você de cada estilo, pode até não te dar um estereótipo. Mas te permite descobrir muitas possibilidades, opiniões, lados, além de fazer sentir muito bem! Afinal, estilo é mais que um tipo de roupa, ou um comportamento. É a adoção de um modo de vida! E quer vida melhor que a diversificada?

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

S.O.P.A. indigesta

  
Que a internet se tornou acessório top em comunicação mundial é fato. Que as notícias chegam até nós com uma velocidade impressionante, outro fato. E que tentar atingir esse meio de comunicação e globalização vai gerar muita polêmica, é um fato mais inquestionável ainda. E gerou. Desde o início desse ano, um assunto tem dado o que falar, e assim como a velocidade das informações, a tal S.O.P.A., sigla para "Stop Online Piracy Act", ou a Lei de Combate a Pirataria Online, vem nos atingindo em velocidade cavalar.

No final do ano passado, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos apresentou um projeto de lei para ampliar os meios legais de combate ao tráfico online de propriedade protegida e de artigos falsificados. Ou seja, sites que compartilham músicas,filmes, textos, e qualquer outra produção intelectual sem atribuir os devidos créditos e direitos ao autor são considerados ilegais. Tal projeto representou uma ameaça a uma infinidade de sites, que manifestaram seus protestos no início desse ano (se lembram quando wikipedia ficou fora do ar e o google cobriu seu logotipo com uma tarja preta?). Para esses sites, a tal S.O.P.A. autoriza o controle e bloqueio de seus conteúdos por parte do governo, bem como autorizam o bloqueio de resultados de pesquisa. Uma censura a nível mundial!

Não há como negar a importância da discussão da propriedade intelectual, bem como da proteção de direitos autorais. Já pensei muito no assunto antes dessa explosão. Até cheguei a pensar que seria impossível tentar controlar a pirataria com as ferramentas que a internet proporciona. Mas pelo visto, dá. Só que não vejo possibilidade de isso acontecer sem que haja ameaça a nossa segurança, ao nosso direito a liberdade de expressão e sem utilização de censura e abuso de poder. A internet é um meio de circulação de ideias. A aprovação da S.O.P.A. é um paradoxo à sua essência.

P.S.: texto redigido por uma viciada em séries à 01:00 A.M. revoltada por não conseguir baixar novos episódios. STOP SOPA!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O sentido da vida


Há um tempo atrás, uma amiga me fez um pedido: escrever sobre o sentido da vida. Não recuso pedidos de amigos, especialmente quando eles me pedem para escrever sobre um assunto. Me empolgo muito, já que essa é uma tarefa que adoro executar! Mas ao ouvir esse pedido surgiram mil caraminholas na minha cabeça, além das milhares já existentes exatamente sobre o tema. Que diacho ela ta me pedindo pra falar sobre o sentido da vida? Quem ela pensa que eu sou: Deus? Sim, porque pra todas as perguntas que tenho a esse respeito, só encontro uma resposta: Deus... Deus há de me responder isso um dia.

Sim, eu tenho essa esperança. Que no fim de tudo eu tenha um encontro marcado com Deus, onde de braços abertos ele vai me falar: "agora pode perguntar tudo o que você quer saber." E eu vou soltar tudo: Porque existe um mundo? Porque existem pessoas nesse mundo? E porque eu tive que estar dentre elas? Porque as pessoas machucam as outras, e porque umas tem que sofrer mais? Porque tive que passar por sofrimentos tamanhos pra tirar aprendizados tão pequenos? E porque, por outro lado, aprendi coisas grandiosas de experiências ínfimas? Quanto eu cresci enquanto estive por aqui? Quanto contribui pro projeto Dele? E finalmente: qual é esse projeto? Qual o sentido da vida?

Mas nesse meio tempo tenho minhas especulações. A vida não é feita de um sentido, mas de vários sentidos. Mãe e pai fazem sentido. Duas pessoas que se unem para criar uma nova vida é algo espetacular! Sorrisos fazem sentido, e são tão mágicos que fazem sentir também! Contagiam! Saudade faz sentido, e matá-la faz mais sentido ainda! Amigos reunidos fazem sentido. É com eles que aprendemos a dividir! Casamento faz sentido, o fato de se comprometer com alguém além de você... Avós fazem sentido, e fazem crianças mimadas também! Lágrimas fazem sentido, colocando pra fora tudo que está te aflingindo por dentro. Mas as que mais fazem sentido são aquelas que surgem em meio a sorrisos! Aniversário, reveillon e toda data que te permite parar e fazer uma reflexão do último período de tempo que passou faz sentido. Cachorro faz sentido, e é tudo de bom, como já diria a pedigree. Criança faz MUITO sentido: toda pureza, inocência e sinceridade reunidas num ser tão indefeso. Primos fazem sentido, especialmente pra quem não tem irmão. E irmão faz sentido. Natal faz sentido, um dia que tanta cultura diferente no mundo reserva pra celebrar a vida de um homem que fez todo o sentido. E religião também faz sentido. Ter um guia pra te mostrar que fé não é coisa fácil de se ter. Mas que vale a pena! Amar, sobretudo amar, faz sentido. All you need is love, como já dizia uma banda aí. O que me faz lembrar que Beatles faz sentido. Música faz sentido. Silêncio também. Ser forte faz sentido. Tanto quanto ser frágil. Pedir ajuda, ajudar... Gentileza faz sentido, e gera gentileza! Abraço faz sentido. Dar a mão. Tocar um coração. Praia. Montanha. Cachoeira. E eu poderia gastar todo esse blog com posts sobre coisas que fazem sentido, que trazem sentido, e que dão sentido à vida. Então vou resumir assim: o sentido da vida está em tudo que nos faz crescer, tudo que nos faz feliz, tudo que nos faz maiores, melhores... Tudo que nos faz sentir! Não é a toa que se chama sentido!

P.S.: Parabéns atrasado vale Rafa? Quem mandou fazer aniversário nas férias?

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

TOP FIVE (Dos posts mais lidos em 2011)


Buscando inspiração para o meu primeiro post do ano, resolvi dar uma olhadinha nos posts mais lidos em 2011, ver o que agradou e o que foi mais procurado pra continuar agradando meus fiéis leitores e... epa! Porque não contar quais foram eles pra vocês no velho e bom estilo TOP FIVE?

5º LUGAR: Bullying – O post sobre bullying foi um que eu, particularmente, adorei fazer! Pude misturar um monte de coisa, conversas com amigos, massacre do RJ, Glee... Além de assumir todos meus defeitos e dizer que tenho muito orgulho de cada um!

4º LUGAR: Top five (dos episódios de Friends) – Imagina se Friends ficaria de fora dessa lista, né? Depois de todo esse tempo sempre tem alguém caçando informações sobre essa série no google! E onde eles vêm parar?

3º LUGAR: O turista – Me surpreendi dele estar aqui! Não foi o melhor filme visto ano passado, mas escolhi uma foto tão perfeita pra dar minha opinião sobre ele, que o google a coloca na primeira página de pesquisa!

2º LUGAR: TOP FIVE (Das frases de Grey's anatomy) - Me senti orgulhosa de vocês ao ver esse post lá no topo dos mais visitados! As frases de Grey's anatomy mexem muito comigo, tanto que foi difícil escolher as cinco favoritas pra contar pra vocês... E olha que eu só tinha visto até a 5ª temporada até então hein? Falando nisso, hoje a série volta das férias!

1º LUGAR: TOP FIVE (esmaltes) – Acho que o post mais diferente de tudo que já criei por aqui! Sabendo o quanto a internet já está saturada com blogs sobre moda, beleza, maquiagem, quis fugir um pouquinho disso. Mas as “fãs” (me achando) pediram e fã eu não contrario! Fiz um post frescura que, pelo jeito, fez sucesso!

É isso aí! Revelada minha listinha já dá pra ter uma previsão do que vem por aí! Um pouco mais de moda e frescura, muito mais de filmes e séries, TOP FIVE a torto e a direito, alguns assuntos sérios e outras surpresas! Comecei o ano bem?


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Lista de fim de ano




Sou uma fiel adepta das listas, cronogramas, tabelas, agendas e planejamentos. E na medida que o último dia do ano se aproxima, uma súbita coceirinha aparece na minha mão: uma vontade de fazer a tal lista de projetos pro ano novo. E por muitos anos a fiz: esse ano vou arrumar um namorado, emagrecer 8 kg (porque 7 é número de mentiroso, como dizia minha vó), fazer uma loucura, pôr um piercing, fazer uma viagem inesquecível, me aproximar de velhos amigos, mudar o visual. Algumas coisas eram cumpridas, outras deixadas pra trás... Ano que vem, quem sabe!

Na virada de 2011 resolvi fazer diferente: Sem listas dessa vez, vamos ver o que acontece! E vou te contar que não houve planejamento melhor: consegui dar o primeiro passo pra reforma do meu quarto que planejava há anos! Depois de anos de adolescência insistindo pra minha mãe me deixar passar o carnaval em Ouro Preto, esse ano eu fui! E imaginem a frustração da pessoa ao descobrir que não aguenta o pique mais, e carnaval de rua mesmo só pulei um dia. Os outros pulei com meu sobrinho dentro de casa! E falando em sonho de adolescência, vi Backstreet Boys cantar "As long as you love me" pra mim a 5 metros de distância! Ganhei ingresso pro show do Jack Johnson, e também o vi cantar pertinho (mais ou menos)... Fui no que disseram ser o último show do exaltasamba na cidade, mas depois disso já tiveram uns 3! Conclui uma pós-graduação e arrumei um namorado, que não me aguentou mais que 10 dias... Mas tive a vida transformada por dois homens: um que curou minha alergia, e outro que me livrou dos óculos! Ensinei minha mãe a gostar de séries, frequentei a academia por longos 10 meses, comecei umas 3 dietas diferentes, e não vi resultado nenhum! Vi um zilhão de filmes, e contei pra vocês o que achei de vários! Empolguei com o blog, desempolguei, mas juro que agora empolguei de novo! Li tantos livros que não consigo nem lembrar... Descobri junto com um primo que tá lááá em Brasília uma paixão em comum por reality show musical! Escutei muita música boa... Escutei muita música ruim... Fui aceita num novo coral que me levou pra um festival internacional! Que me levou pra rede globo! Descobri amizades verdadeiras, mas a maior descoberta mesmo foi saber que a vida só vale a pena por conta das pessoas que estão na nossa vida, estejam elas perto, estejam elas longe, estejam elas alheias do quão importante são!

Essa é a lista que vale a pena fazer no último dia do ano! Saber que os últimos 365 dias que passaram não foram fáceis... Lembrar que quando quase pensamos em desistir e jogar tudo pro ar, houve uma reviravolta que nos fez lembrar apenas da parte boa, que nos fez tirar apenas o melhor de cada situação! Resolução pra 2012? Sim, tenho uma: minha vida vai mudar completamente na madrugada de amanhã... O que vai acontecer? Não sei, te conto ano que vem!

sábado, 26 de novembro de 2011

Filha única


"Você tem sorte de não ter irmãos..." Taí uma das frases que mais ouvi na infância, e que até hoje, vira e mexe, a escuto por aí! Irmãos são chatos, provocam, irritam, estragam nossos brinquedos, mexem em nossas coisas sem pedir permissão, nos deduram para os pais... Sorte tem você! Tudo que seus pais tem, vão pra você... Não tem que dividir presentes, não tem que dividir o quarto, não tem que dividir carinho...

E nessa visão limitada, não demora muito para nosso estereótipo ser criado. Somos "sortudos", mas um tanto quanto mal falados! Filho único é frágil, caprichoso, mimado, tímido, egoísta, superprotegido, tirânico até... Mas vou te contar, o maior problema do filho único é a solidão.

Claro que ao longo do caminho vamos agregando irmãos: cativamos os primos, adotamos os amigos, e eu ainda tenho o privilégio de ter dois meio-irmãos que enchem a boca pra me chamar de irmã. E que ao fazê-lo, me enchem de orgulho. E é claro que aprendemos a nos virar sozinhos na maior parte do tempo. A brincar sozinhos. Inventar sozinhos. Estudar sozinhos. Conversar sozinhos. Imaginar sozinhos. Mas nada disso preenche o vazio das horas que, chorando no travesseiro, desejo como nunca estar no colo de um irmão. Ou quando, levando uma bronca da minha mãe, não vejo ninguém do meu lado pra me acobertar. Quando vejo todas as expectativas voltadas para mim. Quando dou muita risada de algo extremamente bobo, de algo que só um irmão saberia rir igual. Quando sinto que o peso de cometer um erro pesa mais nas minhas costas do que nas costas das pessoas que tem com quem dividir isso.

Não, não tenho sorte de não ter irmão... Tenho sorte de saber me virar com o que a vida oferece, de ter minha mãe tão perto e tão exclusiva, de dar valor às pessoas de forma inexplicável e ter um retorno imenso disso. Tenho sorte de saber me virar sozinha na maior parte do tempo. De não me incomodar em ter que me virar sozinha na maior parte do tempo. Mas extremamente azarada de saber que ter um irmão pra se virar com você tornaria tudo mais simples...

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

TOP FIVE (Dakota Fanning)


Sou fã dessa menina desde quando ela era bem novinha. E ao assistir um filme de quando ela ainda tinha lá seus 8 anos e um filme recente, percebemos o quão rápido o tempo passa, e o quanto algumas coisas não mudam. O talento dela é prova viva disso! Dakota Fanning é excelente atriz desde criança, e ta aí pra mostrar que isso nunca vai mudar!

UMA LIÇÃO DE AMOR - Em seu primeiro filme, aos 8 anos, Dakota interpreta Lucy, filha de um pai solteiro que possui uma deficiância mental. Extremamente ligados um ao outro, pai e filha estabelecem uma relação sadia e repleta de amor até que uma assistente social o julga incapaz de cuidar de uma criança, já que ela completara 7 anos, o que corresponde à idade mental do pai. Disposto a tudo para recuperar a guarda de Lucy, ele consegue o auxílio de uma bem-sucedida advogada, em cenas que comovem todos os espectadores.

GRANDE MENINA, PEQUENA MULHER - De um lado Molly Gunn e de outro Lorraine Schleine (Ray). Molly é uma jovem que, ao perder os pais em um acidente de avião quando ainda criança, se viu milionária e sem ninguém para lhe impor limites. Desse modo, cresce sem assumir responsabilidade alguma, vivendo seu próprio conto de fadas moderno. Ao levar um golpe do contador e perder toda sua fortuna, se vê obrigada a trabalhar como babá. Assim conhece Ray, uma criança que, tendo um pai em coma e uma mãe 100% dedicada ao trabalho, se tornou extremamente responsável, cismada, hipocondríaca e irritantemente adulta. O encontro desses dois mundos exagerados rendem risos e lágrimas, no filme mais "gracinha" que já assisti!

CHAMAS DA VINGANÇA - Um ex-agente da CIA, torturado pelas lembranças de seus atos passados, torna-se alcoólatra e decide sair dos Estados Unidos. Ao visitar um antigo colega no México, ele recebe uma proposta para se tornar guarda-costas da pequena Pita (Dakota Fanning), filha de um poderoso empresário mexicano. Creasy, inicialmente relutante em aceitar o trabalho, acaba se apegando à garotinha e quando a pequena é sequestrada, o sujeito resolve se vingar de todos os responsáveis, diretos e indiretos, pelo que ocorreu. Diferente de Grande menina, pequena mulher, Dakota Fanning brilhantemente se mostra uma criança precoce, porém inteiramente inocente, tirando de si todo o exagero adulto exigido na comédia anterior. 

A VIDA SECRETA DAS ABELHAS - Um amadurecimento notável de duas pessoas: Dakota Fanning, que claramente deixa pra trás qualquer ar de criança, e Lily, a personagem interpretada por Dakota que, após ter matado acidentalmente a mãe, cresce com essa culpa e única lembrança da mãe. Mora com um pai rancoroso e agressivo e com a  e a empregada negra Rosaleen. Depois de vivenciarem um ato de violência na busca pelos direitos civis da empregada, as duas, guiadas por uma foto da mãe de Lily, fogem para o apiário de August Boatright e suas irmãs, June e May, o que muda suas vidas para sempre.

THE RUNAWAYS - O filme traz a história da banda The Runaways, grupo que alcançou imenso reconhecimento como a primeira banda de sucesso de rock formada apenas por mulheres, na década de 70. Recheado de sexo, drogas e rock n' roll, é o filme que traz à cabeça a frase: É Dakota, você cresceu...

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Novas séries

Como me encontro num estágio MEGA orgulhosa de mim mesma por estar tão em dia com todas as séries que acompanho, me dei ao luxo de começar a assistir duas novas séries.


A primeira se chama Once upon a time, a série mais gracinha e mais indicada para todas as idades! Tudo começa com a cena final de A branca de Neve, quando o príncipe encantado dá o famoso beijo que a desperta do sono provocado por uma maçã envenenada. Porém, no casamento, a bruxa ameaça a todos com uma maldição: lançar um feitiço na cidade fazendo com que todos os habitantes, seres dos mais diversos contos de fadas, esqueçam que são seres de contos de fadas, e vivam assim para sempre sob os comandos dela num mundo em que o tempo simplesmente não passa, e o feliz para sempre não existe. É quando a Branca de Neve procura por Rumpelstiskin, um adivinhador do futuro, para que ele preveja uma solução. Ele dá a ela a esperança de que a criança que ela espera, Emma, voltará à cidade quando tiver 28 anos para salvá-los. 28 anos depois, Emma, que não faz ideia de que um dia fez parte desse mundo encantado, reencontra o filho que havia dado à adoção 10 anos antes, e ele a leva de volta à cidade. Mas lá, nada mais é o mesmo. Ninguém mais sabe ser Gepeto, Príncipe ou Grilo falante. Num misto de cenas atuais com cenas dos acontecimentos passados, Once upon a time se revela um conto de fadas contemporâneo encantador!


A segunda também se trata de um clássico trazido para os tempos modernos: Sherlock! É uma série super pequena, de apenas 4 episódios em sua primeira temporada, que reproduz a técnica da dedução utilizada por Sherlock Holmes nos dias atuais. Assisti mais por ser uma grande fã de Sir Arthur Conan Doyle que qualquer outra coisa, mas confesso que o fato de a série ter apenas 4 episódios me animou ainda mais! Enfim, vamos ao que interessa: até o momento só assisti o episódio piloto, que se mostrou bem fiel ao estilo dos livros. Intitulado ironicamente "Um estudo em rosa", fazendo uma analogia ao primeiro romance "Um estudo em vermelho", o episódio, tal qual como o livro, trata de mostrar como Sherlock conheceu Dr. Watson e desenvolver o primeiro caso da dupla (não tão elaborado quanto o original, já que só tinha o espaço de uma hora para apresentá-lo e resolvê-lo). Além disso, o episódio consegue nos cativar ao inventar os personagens principais como seres desse século: Sherlock, como não poderia ser diferente, um hiperativo interessado nas mais avançadas tecnologias para aplicar seus métodos dedutivos, e Watson, um médico que serviu no atual Afeganistão, afastado por ter sido baleado na perna e fiel como nunca. Um excelente passatempo para os fãs!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Feliz por nada


Sei que estou em falta com o blog, mas encontrei um novo vício que simplesmente não consigo largar! Nem a chegada do box da sétima temporada de Grey's anatomy desviou minha atenção. Me refiro ao livro da Martha Medeiros, "Feliz por nada". Já tinha lido várias frases da autora na internet, e a cada frase lida aumentava minha curiosidade de conhecer melhor o trabalho dela. Quando, finalmente, em uma das minhas inúmeras visitas à livraria, dei de cara com esse tal de "Feliz por nada". Comprei e desde então não larguei! São mais de 80 crônicas reunidas falando dos mais diversos assuntos, como família, amor e amizade. Diz minha mãe que parece que sou eu escrevendo (baita elogio, mas de mãe não vale, né?). Sei que são muitos textos, mas é uma leitura tão gostosa e rápida, que logo logo volto a dar as caras por aqui! Prometo! Enquanto isso deixo pra vocês a crônica que dá título ao livro:
 

"Geralmente, quando uma pessoa exclama "Estou tão feliz!", é porque engatou um novo amor, conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada.

Digamos: feliz porque ainda é abril e temos longos oito meses para fazer de 2010 um ano memorável. Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz porque se achou bonita. Feliz porque existe uma perspectiva de uma viagem daqui a alguns meses. Feliz porque você não magoou ninguém hoje. Feliz porque daqui a pouco será hora de dormir e não há melhor lugar no mundo do que sua cama.

Esquece. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.

Feliz por nada, nada mesmo?

Talvez passe pela total despreocupação com essa busca. Essa tal de felicidade inferniza. "Faça isso, faça aquilo". A troco? Quem garante que todos chegam lá pelo mesmo caminho?

Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando "realizado", também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma. Consciência. Felicidade é ter talento para aturar, é divertir-se com o imprevisto, transformar as zebras em piadas, assombrar-se positivamente consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo? Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.

Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.

Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se consumir tanto?

A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa.

Feliz por nada talvez seja isso."

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Síndrome de Peter Pan


Pesquisando internet afora descobri que síndrome de Peter Pan é assimilada a coisas ruins. Também conhecida como a síndrome do homem que nunca cresce, é uma doença psicológica caracterizada por comportamentos imaturos negativos, tais como irresponsabilidade, rebeldia e dependência.

Peter Pan é um pequeno rapaz que se recusa a crescer e que passa a vida a ter aventuras mágicas. E síndrome de Peter Pan é apenas mais uma das inúmeras brincadeiras que tenho com uma amiga que, assim como eu, sabe que cresceu, assume todas as responsabilidades chatas da vida adulta, sonha com a independência, é o contrário de rebelde, mas que tem plena consciência de que a infância é a melhor fase da vida! E que não quer abrir mão da inocência que as brutalidades do mundo tentam tirar de nós.

É a patologia das pessoas que apresentam sintomas de adorar uma boa bagunça, não ter vergonha de andar na rua com um balão dos Smurfs que ganhou no McDonald's, dar boas e altas gargalhadas, brincar, comer doce, pregar peça nos amigos, viver imaginando coisas absurdas, assistir desenho animado e se divertir com quase nada. Acreditar que tudo é possível, fazer amigos antes mesmo de saber o nome deles, ter o dia mais feliz da vida todos os dias. Não esquecer os pequenos detalhes que deixam a vida mais interessante, e que as pessoas insistem em esquecer...

P.S.: Feliz dia das crianças pro Rafa e pro Ícaro, meus dois trenzinhos que me permitem sentir um pouquinho o que é amor de mãe! Pros meus catequisandos, que me tornam criança por duas horas todos os sábados. E pra Teté, minha irmã Peter Pan, que divide comigo a vontade de permanecer criança pra sempre...

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

TOP FIVE (Dos personagens da Disney)

É o mês das crianças, eu quero falar de Disney de novo e pronto! A palavra Disney representa o lugar do mundo que eu mais tenho vontade de conhecer, a pessoa que mais admiro e a produtora dos melhores filmes já inventados! E o legal dos filmes da Disney é que, apesar de os personagens principais serem extremamente famosos (Mickey, Cinderela, Aladdin...), os coadjuvantes ganham um destaque que os fazem, muitas vezes, serem os mais legais!



DORY – Pra mim, a melhor invenção desde a chapinha de cabelo! Dory é uma peixinha simpática que graças à sua perda de memória recente se torna amiga de Marlin, o pai do Nemo, e com ele parte pra uma longa jornada em busca do peixinho. Ela é engraçada e sempre solta alguma pérola, e ainda fala baleiês como ninguém!






WOODY – Não há quem descreva melhor o Woody que seu próprio dono, Andy: “Ele é corajoso, como um vaqueiro deve ser... Bondoso, inteligente, mas o que faz dele especial é que ele nunca desiste de você, nunca! Ele sempre estará lá por você, não importa o que aconteça.” Quem não quer um amigo fiel assim?






EDNA MODA – designer de moda excêntrica que desenha figurinos para muitos membros da comunidade de super-heróis, e criadora oficial dos uniformes dos incríveis. Ela não leva em conta somente a estética da roupa em si, mas também seus usos práticos, como qualidades de proteção e alojamento para os poderes do usuário. Um luxo!






JACK SPARROW – Capitão Jack Sparrow! Pirata interpretado por Johnny Depp em Piratas do Caribe. Ele pode ser traiçoeiro, mas sobrevive principalmente usando inteligência e negociação ao invés de armas ou força. Prefere fugir de situações perigosas e luta somente quando não tem jeito, mas tudo com um estilo e atitude que fazem dele a personagem mais caricata que conheço!





TIMÃO – Aquele suricate egoísta e ganancioso amigo do Pumba que criam Simba, o Rei Leão, com o lema “Hakuna Matata”, ou seja, sem preocupações. É um bichinho dramático e engraçado ao extremo!



P.S.: Deixo registrado ainda meu amor por Boo, Mike Wazowski, Chapeleiro maluco, Sr. Fredricksen, Mushu, Gênio e Buzz Lightyear!

domingo, 2 de outubro de 2011

O Rei Leão


Das muitas coisas que me fazem ser grata à minha mãe, uma delas é a paixão por cinema e filmes! Lembro-me de ser muito novinha e acordar aos sábados de manhã e encontrá-la na sala assistindo inúmeros filmes alugados na véspera. Deitava nas pernas dela e assistia tudo que passava, não me importando com o gênero. Quando íamos à casa da minha tia, o ônibus da volta parava num ponto em frente a um cinema. Era o ônibus demorar uns cinco minutinhos (o que não era raro) e já estávamos as duas adentrando naquele mundo sempre mágico pra mim! E numa dessa entradas inesperadas, conheci O Rei Leão. Tinha uns 5 ou 6 anos, mas me lembro de tudo como se fosse ontem, até de como deitei a cabeça no colo da minha mãe pra chorar quando o Mufasa morreu.

Há uns dias atrás descobri que O Rei Leão teria uma exibição especial em 3D. Não pensei duas vezes se ia ou não assistir! Queria ver como seria a experiência de assistir novamente no cinema um filme que vi cerca de 20 anos atrás.

E como boa manteiga derretida que sou, já comecei a chorar assim que o sol começa a nascer na telona (a cena inicial)! Toda aquela sensação maravilhosa que me lembrava ter sentido quando era criança voltou! Não tem nem como explicar! Não tive o colo da minha mãe pra deitar quando o Mufasa morre (provocando novo chororô), mas ver aquela história querida no cinema de novo, reparar a reação das crianças a cada cena (do meu lado estavam dois irmãos – um de 4 anos e um de 2 –  mega fofos que comentavam tudo!), tirar uma tarde pra mim mesma, fez de tudo uma experiência super válida, que não podia deixar de dividir com vocês!

Alguém tem um filme marcante e especial assim?

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Nasci na época errada


Eu já quis ter nascido na década de 50, e atravessar a década de 70 com meus 20 e poucos anos: rock, movimentos políticos e movimento Hippie dão uma bela receita pra juventude! Ou então lá pra 1400 e tanto! Na França, com toda aquela fidalguia e vestidos lindos! E uma coisa em particular chamava muito a minha atenção quando via aquelas pinturas renascentistas nos meus livros de história: A mulher perfeita tinha que ser gordinha. Perfeito era ser saudável! E eu seria perfeita na época!

Não sei a partir de qual momento da história o conceito de beleza se inverteu. Hoje se criou a promoção de medidas do corpo inatingíveis, onde a mídia, as indústrias cosméticas e a moda impõem padrões fora do sério, e, pra mim, mais que imperfeitos. Ao que me parece, a receita é assim: magra + peitão + cabelo comprido liso – cérebro + bunda grande – celulite + bronzeada = perfeição. Uma folha de alface + dedo na garanta + passarela + exibição de costelas = modelo. Modelo, exemplo e padrão... Alguém gordo automaticamente já não é sexy.

Minha idéia é muito diferente disso. Acho Adele, por exemplo, EXTREMAMENTE sexy. E posso citar dezenas de mulheres com corpos, na minha opinião, espetaculares, que não chamariam atenção nem de um náufrago e que fogem completamente desse universo erótico masculino tão plastificado... Mulheres maravilhosas que simplesmente se aceitam! Que não ligam pra opinião alheia, e que não se incomodam em ser diferentes de uma imposição sem fundamento. Inteligentes, educadas, divertidas... e perfeitas!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Quem não tem colírio


Uso óculos desde os 6 anos, e até os 24, quando fiz a cirurgia de correção, nunca tinha me ligado muito em óculos escuros. Sempre achei um charme, mas não podia usá-los, pois não me adaptei com lentes de contato e uma lente escura de 6 graus não ficaria bem!

Tem 3 meses que parti em busca do meu primeiro óculos escuro cara de riqueza! E pesquisei um bocado pra entender bem pelo que eu deveria procurar. A primeira coisa que pensei foi buscar algo moderno, mas que não fosse modinha. Quem me conhece, ou pessoalmente ou por que acompanha o blog, sabe que não sou muito de ligar pra moda. Às vezes eu já gosto de alguma coisa que de repente vira moda, às vezes uma moda lançada me agrada, e só se me agradar DEMAIS vou me aderir a ela. Não gosto de sair e encontrar várias pessoas usando peças iguais às minhas. Ops, fugi do foco!

Como o primeiro óculos estava sendo escolhido para uso diário (recomendação médica não só pra quem fez a cirurgia, ok? Vale para todos), seria necessário procurar por lentes que oferecessem um melhor contraste e uma melhor qualidade de visão, e descobri serem as lentes castanhas as mais indicadas para o caso. Quem procura óculos a serem usados na praia, ou na neve, deve lembrar que por esses lugares terem luminosidade e refletividade maiores, a proteção também deverá ser maior. Escolha lentes mais escuras!

Por fim, bastou analisar as minhas características físicas para chegar ao modelo ideal. Na minha opinião de quem nunca usou óculos escuros, mas que é extremamente detalhista, observadora e crítica, penso que óculos grandes ficam melhores em pessoas altas, ou que pelo menos não tenha um rosto pequenininho! E mesmo podendo abusar, pois sou alta e meu rosto tá longe de ser pequeno, não quis exagerar. Mas pelo mesmo motivo não podia ser nada pequeno demais, pois ficaria desproporcional. Já quanto a cor da armação, penso que quem tem tom de pele mais claro deve procurar cores mais discretas. As branquinhas devem deixar os dourados e outros tons metais pras morenas! E uma dica que sempre adotei para comprar meus óculos de grau e agora usei pra comprar os solares foi procurar algo com formato inverso ao meu rosto: modelos arredondados para rostos quadrados, linhas diretas para rostos redondos. Eu conto ainda com mais essa sorte: ter rosto oval! Rosto oval combina com quase todos os estilos... Só num pode ser largo pra não ficar desproporcional! Para quem está buscando o óculos perfeito #ficadica! O meu escolhido foi esse aí:

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